Notícia

Saúde

Intoxicação é principal risco da automedicação

Postada 28/06/2021



Mais de 30% da população ijuiense afirma fazer uso de medicamentos sem prescrição médica. Os dados fazem parte de pesquisa realizada pelos acadêmicos do primeiro semestre do curso de Medicina da Unijuí, Rafael Almeida e Eduarda Ceretta, dentro da disciplina de Unidade Integradora, coordenada pelo professor e médico Gerson Delazeri. A pesquisa foi feita on-line com 522 pessoas de diferentes Estados e cidades, e  também apontou que, 34,5% dos entrevistados em geral realizaram automedicação em 2020.
"É um problema de Saúde Pública, frequente, e, às vezes, pensamos que se dá somente por medicamentos como analgésicos e antitérmicos, porém, também ocorre por chá e outros medicamentos não alopáticos, e as pessoas acabam fazendo o uso de uma série de substâncias com o objetivo de diminuir seus agravos e acabam, por vezes, utilizando prescrições feitas por um vizinho, familiar ou amigo, que orientam o uso inadequado de medicação, e se expondo a substâncias que não trariam o benefício que elas precisariam naquele momento. A automedicação é um problema frequente em nossa comunidade, e mundial, culturalmente já foi desenvolvido esse hábito de se automedicar", explica a médica da Família, Julia  Mallmann, acrescentando que acontece também de a pessoa não ter o conhecimento de estar se automedicando, como no caso dos fitoterápicos. 
Com os resultados da pesquisa em mãos, Eduarda questiona quais seriam as causas. Conforme Julia, a automedicação ocorre por diferentes fatores, entre eles o acesso facilitado às informações pela internet, sobre sintomas e tratamentos, que levam ao autodiagnóstico e a busca por remédios - muitas vezes sem eficácia ou comprovação científica, e a comercialização facilitada.
Entre os principais riscos está a intoxicação - que no País tem como principal causa justamente a automedicação. Dependendo do tipo de substância utilizada, eventualmente também pode levar à dependência química. "Por exemplo, analgésicos são um dos tipos mais usados e as pessoas acabam ficando dependentes para o controle dos sintomas", explica Julia.
* Leia a matéria na íntegra na edição impressa do Jornal da Manhã
 


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