Notícia

Saúde

Acesso ao pré-Natal deve ser prioridade

Postada 21/06/2021



No município, os números relativos à mortalidade infantil, crianças abaixo de um ano, têm reduzido, desde 2016, quando foram registradas 18 mortes. Em 2020, conforme dados da Vigilância Epidemiológica, foram 13 óbitos infantis e nove por mortalidade fetal. Neste ano, até o momento, ocorreram três, e um óbito fetal por covid-19 materna. 
Conforme dados do Relatório de Monitoramento de Gestão em Saúde, do primeiro quadrimestre do ano, apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o município registrou um óbito materno no período - acima da meta, que é zero -, por covid-19; em 2020, também foi registrado um. 
Evitar a mortalidade materna não é prioridade somente do Município e no Estado. Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) mostram que, todos os dias, aproximadamente 830 mulheres morrem por causas evitáveis relacionadas à gestação e ao parto no mundo. E, segundo a organização internacional, cuidados antes, durante e após o parto podem salvar a vida de mulheres e recém-nascidos.
O Brasil tem sido denunciado no mundo todo por conta dos altos índices de morte materna no período de pandemia. Em 2020, foi possível observar expressivo aumento destes óbitos, levando o Brasil a representar oito entre cada 10 mortes maternas relatadas no mundo. O governo brasileiro trabalha para reduzir e combater essas mortes. No início deste mês, o Ministério da Saúde instituiu a Câmara Técnica em Mortalidade Materna, que tem função consultiva e educativa, e atuará na Atenção Primária à Saúde. A iniciativa se une aos cuidados adotados pelo ministério com as gestantes e puérperas em razão da covid-19.
Em âmbito municipal, os números são compilados pela Vigilância Epidemiológica e investigados pelo Comitê Municipal de Mortalidade Infantil e Materna, coordenado pela enfermeira Karine Lima,  também responsável pela Saúde da Mulher.
Enfermeira sanitarista da Vigilância Epidemiológica Municipal, Andreia Amorim aponta duas ações fundamentais para que os números sigam regredindo. "Principalmente relacionado à Saúde da Mulher e Planejamento Familiar, com a valorização e incentivo desses dois. A organização da nova gestão tem propostas inovadoras de acesso ao Pré-Natal", pontua, acrescentando que o diagnóstico de gravidez deve ser o mais precoce possível, enfatizando a importância do pré-natal e também dos cuidados após o parto de forma a garantir o bem-estar materno e fetal. "Com exames, essa é a prioridade, e a integração com os hospitais, que fazem parte do comitê."
O médico Paulo Sérgio da Silva Mário, da Política da Saúde da Mulher da Secretaria da Saúde (SES), diz que o aumento da mortalidade materna no Estado até o momento está diretamente associado ao agravamento da pandemia e ao surgimento, no início deste ano, da variante P1 do coronavírus. "Fez aumentar o número de casos, internações e letalidade, tanto em gestantes quanto em puérperas em todo o Estado."
 


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