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Plano de Mobilidade não é concluído 10 anos depois

Postada 22/11/2021



O problema do trânsito caótico em Ijuí cresce a cada ano. Ele é apenas um dos reflexos dos desafios da mobilidade urbana no município, a qual tem sido amplamente discutida nos últimos anos não apenas pela população como também pelos setores públicos e privados.
No entanto, o direito de ir e vir esbarra em dificuldades de compartilhamento das vias entre pessoas, carros, motos, bicicletas, caminhões e ônibus. 
A necessidade de melhorias na mobilidade urbana no município nunca foi tão urgente, mas, para propor soluções, é preciso conhecer melhor as dificuldades enfrentadas.
Ontem, a partir da iniciativa da Comissão de Mobilidade  presidida pelo vereador Bira Erthal (PL), ocorreu na Câmara de Vereadores, o 1° Simpósio Municipal de Mobilidade Urbana. O evento, que ocorreu no formato híbrido (on-line e presencial) teve a participação do professor da UFSM, Carlos Felix, professora da Unijuí, Tenile Rieger Piovesan, a diretora do Procidades de Porto Alegre, Ida Bianchi, do engenheiro Rui Pires, do secretário executivo da Associação Nacional dos Transportes Públicos Alexandre Rezende, do secretário municipal de Desenvolvimento, Obras e Trânsito de Ijuí, Fábio Franzen, que debateram alternativas para mobilidade do município.
"Nós debatemos os problemas enfrentados pelo transporte coletivo durante a pandemia.  Também a necessidade de implantarmos com urgência os sistemas binários no município, a questão dos passeios públicos, a NBR 9050 da acessibilidade, as vias com pontos de acidentalidades. A necessidade de termos estudos para verificarmos as melhores saídas, os investimentos em tecnologia para coibir o excesso de velocidade", disse Erthal.
Muitos dos temas trazidos ontem estão preconizados desde 2011, quando foi instituído o Plano. Diretor de Transportes e Mobilidade Urbana (2011 a 2021). Constituído quando Erthal era o coordenador de Trânsito do município, o plano também previa a execução de obras de melhorias na infraestrutura, a construção de ciclos vias, a ampliação do sistema binário (mãos únicas) nas ruas 19 de Outubro, Bento Gonçalves e Álvaro Chaves, por exemplo, a melhoria do transporte público. Mas passado uma década, o plano que custou cerca de R$ 80 mil, não foi concluído, mesmo com a frota de veículos tendo aumentado quase 50% no mesmo período. Em 2011, eram 41.256 veículos e em setembro de 2021 chegava a 61.223, de acordo com os dados do Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (DetranRS).
"Todos concordam que tudo o que está no Plano de Mobilidade deve ser revisto pela atual administração, do que pode ser feito a curto prazo para melhorar a fluidez, e uma delas é a implantação do sistema binário de forma emergencial", destaca o vereador.
A implantação do sistema binário em Ijuí sofre resistência, principalmente do setor empresarial, que alega que a mão única irá reduzir a passagem de pessoas em frente aos estabelecimentos."Nós tivemos dificuldades técnicas de desenvolvimento de pesquisas e de tomada de decisões para implantação do sistema binário,  além da mudança do estacionamento oblíquo para paralelo aumentando as vias de tráfego, a possibilidade da implantação de corredores de ônibus", reconhece Erthal, que lembra ainda que cerca de 90% do que foi planejado de obras para melhorar a mobilidade foram realizadas no período que foi secretário de Desenvolvimento, Obras e Trânsito. 


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