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Polícia

Justiça condena réu por morte de Maria Eduarda

Postada 18/11/2021



O Tribunal do Júri do Foro da Comarca de Catuípe condenou o réu Pedro Alberto Zimmermann, 54 anos, por assassinar a jovem Maria Eduarda Zambom, 15 anos, em 29 de março de 2019, no interior do município. Pedro Alberto Zimmermann recebeu a sentença definitiva total de 37 anos de prisão em regime fechado pela juíza Rosmeri Oesterreich Kruger. O júri teve início na manhã de ontem e foi concluído somente à noite. Este foi o maior julgamento da história de Catuípe. 
Na sentença proferida pela juíza, o réu recebeu pena pelos três crimes no qual era acusado: homicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver.                                                                                                                                         Pelo homicídio qualificado, o réu teve pena ampliada em cinco vezes. Ele recebeu 14 anos com agravante de 8 anos                                                         por qualificadores como: motivo torpe, pois o réu, no entendimento da juíza, cometeu o crime por vingança após a prática do estupro, por não aceitar a recusa da vítima em se relacionar com ele; por emprego de meio cruel, ou seja, por  asfixia mecânica devido ao estrangulamento; mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, pois o réu levou Maria Eduarda para um local desabitado a fim de evitar que a garota fosse socorrida por terceiros, assim investindo enfurecidamente, com toda a força de um homem forte de 52 anos de idade (na época), contra a garota que já estava machucada e em pânico devido a violência sexual que acabara de sofrer; e violência contra a mulher, pois praticou o delito movido pela recusa da menina, assim, totalizando 22 anos pelo crime.
Em relação ao estupro, o homem recebeu pena total fixada em 13,6 anos. Foram 9 anos pelo crime e metade deste tempo devido a Pedro Zimmermann ser responsável pela vítima, visto que ele era o motorista do transporte escolar que levava a garota à escola.
Pelo crime de ocultação de cadáver, o réu recebeu 1 ano e 6 meses de prisão, totalizando a pena nos 37 anos. A juíza  e o Tribunal do Júri consideraram que houve o crime em razão da demora na localização do corpo de Maria Eduarda, que foi encontrado somente no dia seguinte ao fato. 
O réu não recebeu pena máxima em nenhum dos crimes pelo qual foi condenado. Ele cumprirá a pena em regime fechado e será considerado o tempo no qual ele estava preso preventivamente. Ele seguirá recluso na Penitenciária Modulada de Ijuí.    
Em um primeiro momento do julgamento, foram ouvidas as testemunhas, que incluíram familiares, vizinhos e pessoas que fizeram o atendimento do réu, que estava com a garganta perfurada com uma faca. Também foram ouvidos os policiais que encontraram o corpo da vítima.
Após as testemunhas, o acusado prestou depoimento e respondeu diversas questões pertinentes ao crime. Ele deu sua versão do fato e afirmou não ter matado Maria Eduarda. Zimmermann, também alegou que as testemunhas mentiram quanto ao crime. Segundo ele, a Kombi na qual fazia o transporte escolar havia estragado no dia em questão e, por isso, usou o próprio carro para levar Maria Eduarda à escola. Disse que no trajeto foi abordado por um motociclista, pois como ele procurava ouro em propriedades da região, havia surgido um boato de que ele teria encontrado uma grande quantidade do metal e, para fugir do motociclista, acabou indo se esconder em uma lavoura, quando a jovem passou mal. O réu afirmou que tentou reanimá-la, por isso causou ferimentos na jovem, que foi a óbito. Sem sucesso, ele teria se desesperado e tentado suicídio - fato que não teve sucesso - pois não estava entendendo o que estava acontecendo. Ele também alega que não lembra como foi parar no hospital, nem muitos detalhes do que aconteceu posteriormente ao fato. 
A acusação, feita pelo promotor de Justiça Caio Isola de Aro, destacou que todo o depoimento era mentiroso e mostrou diversas imagens ao Júri que evidenciavam o contrário à versão do acusado. Já a defesa foi realizada pelo advogado Clóvis Edivon Willms que tentou reforçar a versão dada por Pedro Zimmermann.
A família, que estava presente no julgamento, alegou tranquilidade com a sentença e destacou que  Zimmermann pagará pelo que fez.
O crime aconteceu na localidade de Passo Burmann, na área rural de Catuípe. O caso teve grande comoção do pequeno município e, também, na região pela crueldade na qual ocorreu. Houve mobilizações na cidade, promovidos pela família e, também, por amigos da adolescente.


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