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Grupo defende unidade regional de saneamento

Postada 25/10/2021



Contrários a atual proposta do governo Eduardo Leite (PSDB) de regionalização do saneamento, o Fórum Gaúcho de Comitês de Bacias Hidrográficas (FGCBH), Sindicato dos Engenheiros (SENGE-RS), Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-RS) e Associação dos Municípios do Vale dos Sinos (AMVARS), protocolou nova proposta para o tema.
 O estudo e a formatação sugerida pelas entidades foi apresentado ao Grupo de Trabalho sobre Regionalização do Saneamento Básico no RS, criado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Gabriel Souza (MDB), no fim de setembro.
 Essencialmente, segundo a proposição, cada uma das três regiões hidrográficas do Riop Grande do Sul (Uruguai, Guaíba e Litorânea) será transformada em uma Unidade Regional de Saneamento, prevendo que os municípios, posteriormente, possam se agrupar em subunidades com base em estudos e critérios de sustentabilidade econômico-financeiro que assegurem o atendimento de todas as disposições da nova Lei do Saneamento Básico. Esse processo, desse modo, deve ocorrer até 31 de dezembro de 2021, como foi proposto pelo presidente da AL, deputado Gabriel Souza.
 Para o presidente do Senge-RS, Cezar Henrique Ferreira, na regionalização, a divisão do Estado precisa ser realizada considerando o grupo de municípios como um todo, ou seja, o conjunto de aglomerados urbanos existentes. “A população, as cidades onde vivem, precisam ter relevância nesse debate. A isso está ligado à otimização das estruturas necessárias, pois a regionalização deve ser constituída para viabilizar a universalização dos serviços, principalmente o saneamento, e a prestação do serviço com elevado padrão de qualidade e a um preço baixo. A regionalização deve ser um plano de universalização do saneamento e não um plano de regionalização da privatização da Corsan, como está proposto”, explica. 
O coordenador geral do Fórum Gaúcho de Comitês de Bacias Hidrográficas, Júlio Salecker, explica que a proposta de transformar as três regiões hidrográficas em Unidades Regionais de Saneamento tem um sentido técnico, pois a água corre em bacias. “A água corre em bacias. O movimento, a dinâmica da água, se dá nas bacias hidrográficas. A natureza da água, dos mananciais, não respeita divisas políticas e administrativas. Assim, os planos de bacias precisam ser respeitados”, salienta.
 O estudo ainda sugere continuidade da prestação de serviços nos municípios na forma como hoje são efetuados, bem como a possibilidade de autorização, pela estrutura de governança das URSB, para prestação de serviços por parte dos municípios de forma isolada ou associada.
Além disso, a estrutura de governança das Unidades Regionais e que ela siga o disposto do Estatuto da Metrópole (Lei 13.089/2015) e que a representação na instância executiva seja de 30% do Estado e 70% dos Municípios, atendendo ao Acórdão da ADI 1842/RJ, que determina a não preponderância de nenhum ente federado na estrutura de governança dos serviços de interesse comum.


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