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Economia

Maioria dos recursos vai para fora de Ijuí

Postada 30/06/2021



Em 2020, o poder público municipal de Ijuí gastou R$ 128,6 milhões em compras de diferentes bens e serviços públicos. Desse valor, somente 42,8% (R$ 55,8 milhões) foram adquiridos em empresas do próprio município. Os dados são do Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas Empresas (Sebrae). Os números mostram que mais de R$ 73 milhões, que poderiam girar na economia local, principalmente neste momento de pandemia, foram parar em cofres de empresas de outras cidades.
Em Caxias do Sul, o maior município do interior do Estado, o poder público gastou no ano passado 70% do orçamento em empresas da cidade. Aqui, na região Noroeste, em Santa Rosa, 77,8% dos recursos do poder público municipal entraram nos caixas das empresas do próprio município. 
Para mudar essa cultura em Ijuí e incentivar as empresas locais a participarem das licitações do município, a Associação Comercial e Industrial de Ijuí (ACI), o Sebrae, Coordenadoria de Compras, Patrimônio e Administração de Materiais (Copam), se reuniram com empresários do setor agropecuário, na última sexta-feira, onde explicaram sobre quais os documentos necessários para que possam realizar se habilitar a realizarem vendas para o poder Executivo municipal. 
O executivo da ACI, Genésio Gomes, a ideia é incentivar que mais empresas de Ijuí  participem dos processos licitatórios, fazendo com que esses valores circulem dentro do município. 
Por meio de licitações, a administração pública compra diversos materiais e serviços de diferentes fornecedores. Todas as empresas podem participar de licitações, mas precisam estar com certidões e habilitações em dia. Quem lida com compras públicas precisa também estar atento às mudanças na legislação que regem o tema.
"Fizemos um levantamento e do montante que o Município comprou no ano passado, somente 43% foi vendido por empresas de Ijuí. Então, percebe-se que um grande valor acaba indo para fora pela falta de participação dos empresários nesses processos de pregão eletrônico e presencial", disse o executivo, em entrevista ao JM. "Queremos mostrar para eles que não é um bicho de sete cabeças, que tem certa burocracia, tem que seguir uma legislação, mas vem a ser um nicho muito interessante de valores que acabam indo para fora de Ijuí, e nós, podendo clarear, mostrar valores, iremos gerar interesse maior das empresas", acrescenta. 

* Leia a matéria na íntegra na edição impressa do Jornal da Manhã


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