Notícia

Economia

Economia deve fechar primeiro trimestre de 2021 no negativo

Postada 29/03/2021



Na avaliação do economista-chefe da CDL Porto Alegre, Oscar Frank Junior, a interrupção do pagamento do auxílio emergencial e o fim dos programas de preservação de empregos irão contribuir para que a economia no primeiro trimestre do País fique negativa. Outro fator desfavorável é a maior intensidade dos casos da covid-19. 
“O recrudescimento da pandemia deve fazer com que a gente tenha um resultado bem mais complicado, bem mais negativo, no mês de março, e isso deve comprometer o crescimento do trimestre como um todo. Se formos considerar o ritmo da vacinação, o que temos observado do ponto de vista da evolução do coronavírus, devemos ter um primeiro trimestre complicado ainda, com restrições bem severas ao funcionamento das atividades, dos negócios”, afirma o economista, lembrando que à medida que o processo de imunização começar a ganhar corpo, a perspectiva é de ter um segundo semestre melhor. “Claro que a economia não vai decolar, não terá uma melhora substancial, e eu acredito que a gente vá retomar aquele processo anterior de um crescimento gradual da atividade econômica”, acrescenta. 
Sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, Frank afirma que já existe um crescimento contratado de 3,6% em relação ao ano passado, mesmo que a economia brasileira fique totalmente parada em 2021. “Isso acontece porque temos uma base de comparação muito deprimida. Nós tivemos o momento mais crítico da quarentena, entre março a maio de 2020,  que atingiu mais a atividade econômica. Se formos comparar o que vai acontecer nesses meses, sobre tudo em abril e maio, teremos um crescimento que teve a base de comparação  muito deprimida e  isso gera taxas de crescimento muito elevadas”, explica o economista-chefe da CDL-POA. 
Frank  ressalta que o resultado não significa que a economia está aumentando o total de bens perdidos ou aumentando a renda da população. "Isso se deve muito ao processo de recuperação que já começou no segundo semestre do ano passado e gera essa questão estatística e este tipo de resultado. Nós temos uma expectativa de um primeiro semestre onde provavelmente, se a gente não permanecer estagnado, devemos ter uma queda e um segundo semestre para se compensar. Mas já está se falando de um crescimento de 3,1% ou 3,2%. Ou seja, ao longo de 2021, em relação aquilo que começou no início do ano, teremos uma pequena queda", ressalta.   
Frank reforça ainda que o momento requer previsibilidade, e que debates políticos eleitorais antecipados, prejudicam a economia, pois trazem incertezas e volatilidade para o mercado financeiro.  "O que a gente precisa e a economia é movida pela expectativa, é de previsibilidade, tentar antecipar o futuro para a forma mais assertiva possível, pois é aí que os empresários vão contratar, investir, e aí que os consumidores vão gastar e a roda da economia gira de uma forma mais rápida", finaliza.


Edição Impressa


Ver Todas as Edições
Trabalhe no Grupo JM Espaço do Leitor - Assine - Anuncie -
Albino Brendler, 122, Centro, Ijuí-RS
(55) 3331-0300
[email protected] Desenvolvido por