Notícia

Sociedade

Panchinho: fotógrafo há 40 anos

Postada 08/02/2021



Elimar Martins, que todos conhecem apenas como Panchinho, é o colaborador com mais anos de atuação no Jornal da Manhã, onde está há 45 anos, sendo 40 anos como fotógrafo, completados em 2 de fevereiro. Atualmente, ele é reconhecido rodando pelas ruas da cidade em seu Gol verde, com o qual se desloca para todos os lugares com sua inseparável câmera, buscando registrar acontecimentos, fatos sociais, culturais, políticos e de sociedade. Tão conhecida é sua atuação no Jornal da Manhã, que Panchinho também recebe muitas ligações da comunidade, com denúncias, histórias ou fatos que querem ver registrados.
Ele começou em 1976, quando o Jornal da Manhã localizava-se em seu primeiro endereço, na Rua do Comércio, e tinha como diretor Rudi Germano Feix. Começou no laboratório de fotolito, onde se finalizava o jornal. “Tudo era feito no escuro, tendo apenas a luz vermelha para trabalhar. Colocava na máquina as folhas de jornal e imprimia. Usava máquinas bem antigas. Depois passava para outra sala, para continuar o processo”.
Panchinho começou a fotografar em 1981, como aprendiz do irmão de quem também associou-se ao nome – Eurídes Martins, o Pancho, e era o fotógrafo do jornal na época. Ao
longo dos anos, são incontáveis os eventos, acontecimentos, histórias que Panchinho registrou com sua câmera, e muitos foram marcantes. Como exemplos, ele lembra da Expo-Ijuí
de 1981, a primeira, em que fotografou a pedra fundamental da ACI, que tinha como presidente Bruno Hass. “As melhores feiras aconteceram nos anos 1990, vinham muitos shows bons e era muito bom ir fotografar e assistir os artistas famosos”.
Dos anos 1990, recorda que fotografou a Batalha de Santa Bárbara, em que o São Luiz enfrentou o Santa Bárbara, e devido a uma briga muito feia, o jogo não teve segundo tempo. “Depois foi decidido no Beira Rio, mas o Santa Bárbara não compareceu, e o São Luiz subiu para a primeira divisão”. Também lembra da enchente de 1992, um dos momentos mais tristes que fotografou na cidade.
“Outro fato que me marcou bastante foi a queda de um helicóptero em 2004, no interior de Augusto Pestana, quando morreram seis pessoas. Fui cobrir ao lado do jornalista Renan Arais, que estava nervoso por que ia entrar ao vivo na Rádio Gaúcha para dar a notícia.”
Panchinho não tem como precisar quantas fotos já tirou na vida, mas a maioria da coleção do Jornal da Manhã já está no Museu Antropológico Diretor Pestana, para que no futuro as gerações possam conhecer como eram esses tempos do Panchinho, e, quem sabe, lembrar dele, que registrou com sua máquina tantas histórias.


Edição Impressa


Ver Todas as Edições
Trabalhe no Grupo JM Espaço do Leitor - Assine - Anuncie -
Albino Brendler, 122, Centro, Ijuí-RS
(55) 3331-0300
[email protected] Desenvolvido por