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Economia

Mais de 400 mil gaúchos pediram o benefício

Postada 25/01/2021



O Rio Grande do Sul registrou 419.457 requerimentos do benefício do seguro desemprego em 2020. Desse total, 53% das solicitações foram realizadas presencialmente e 46,9%, pela internet. Os meses que contabilizaram os maiores números de requisições do benefício foram maio (66.828), abril (53.056) e junho (41.683).
"Estes são os números de trabalhadores que fizeram o requerimento do ciclo de emprego. O número de trabalhadores   desempregados  no Rio Grande do Sul ou em situação vulnerável em relação à renda é muito maior que este, porque tem aqueles que foram demitidos e pelas regras do seguro não têm  direito ao benefício, como  tem todos aqueles que tiveram o contrato suspenso, trabalhadores domésticos  também não entram  nesta conta. Então, o número é bem preocupante", disse a coordenadora do Departamento de Relações com Mercado de Trabalho da FGTAS, Ana Rosa Fischer, em entrevista ao Grupo JM. 
Os dados, divulgados pela pesquisa Pnad Covid, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em dezembro, apontam que no Estado 561 mil gaúchos estavam desocupados em novembro. Uma taxa de desocupação de 9,6%. 
"Este número de desemprego é maior em Porto Alegre e na região metropolitana e menor no interior, mas mesmo assim é muito grande o número de trabalhadores desempregados", ressaltou Ana Rosa, que tem como hipótese para a diminuição  do desemprego no interior o fato de que o setor de serviços e o comércio  tiveram o maior aumento de desempregados. "São os segmentos fortes na região metropolitana e no interior a gente tem a agropecuária, que não teve um grande número de demissões em comparação a outros setores", acrescentou. 
Com relação ao perfil dos trabalhadores em situação de desemprego, 54% eram homens e 42,6%, mulheres.
No que tange à faixa etária, 30% tem de 30 a 39 anos; 19,4%, de 40 a 49 anos; 18%, de 18 a 24 anos; 17,7%, de 25 a 29 anos; e 10,5%, de 50 a 64 anos.
Já com relação ao grau de instrução, 50% possuíam Ensino Médio completo; 12,7%, Fundamental completo e 6,7%, Superior completo.
O setor econômico que apresentou os maiores números de trabalhadores requerentes do benefício foi o de serviços (143.944), seguido pelo comércio (113.318), indústria (103.274), construção (30.198) e agropecuária (15.205). A maior parte dos trabalhadores demitidos (59%) recebia de 1,5 a 3 salários mínimos.
A coordenadora do Departamento de Relações com Mercado de Trabalho da FGTAS lembra que os trabalhadores podem realizar o encaminhamento do seguro desemprego, após sete dias da dispensa, pela internet - pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou do portal www.gov.br -, ou presencialmente, na Agência FGTAS/Sine mais próxima, mediante agendamento. 
O cálculo do valor das parcelas do benefício é realizado de acordo com a média salarial dos últimos três meses anteriores à demissão e varia de R$ 1,1 mil a R$ 1.911,84.


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