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Cossetin aguarda posição da Amuplam

Postada 08/01/2021



O primeiro decreto municipal do prefeito Andrei Cossetin (Progressistas), relativo às medidas preventivas à covid-19, não traz mudanças em relação ao anterior. No início desta semana, Cossetin antecipou ao Grupo JM que irá flexibilizar as regras voltadas às atividades econômicas, buscando aliar economia, desenvolvimento e saúde.
Entretanto, em entrevista coletiva na manhã de ontem, o chefe do Executivo municipal explicou que as alterações ainda não foram possíveis em função de entraves burocráticos. É que para realizar as modificações que pretende, flexibilizando as medidas, é preciso que o Município esteja em cogestão, que hoje se encontra com seu decreto, de agosto de 2019, desatualizando, tendo regras mais rígidas que as impostas pelo Estado, na bandeira vermelha.
Sendo assim, o primeiro decreto de Cossetin, suspende "temporariamente pelo período de 5 de janeiro de 2021 a 11 de janeiro de 2021 as normas do Decreto Executivo nº 7.013, de 1º de abril de 2020" e recepciona "o Decreto Estadual nº 55.705, de 4 de janeiro 2021."
"Não conseguimos fazer um decreto flexibilizando algumas áreas por conta da cogestão estar desatualizada", conta o prefeito que, na terça-feira, esteve reunido com representantes de variados setores no município, incluindo a Unijuí, para tratar da organização de seu segundo decreto, que será lançado na próxima semana, e desta vez, flexibilizando as atividades.
Toda organização do atual decreto foi prejudicada pelo período de transição que os municípios passam, mas, Cossetin já entrou em contato com o prefeito de Panambi, Daniel Hinnah, que assumirá a presidência da Amuplam, no lugar do ex-prefeito de Pejuçara, Eduardo Buzzatti, solicitando que uma reunião seja agendada até hoje. Caso o decreto da cogestão não seja atualizado até a próxima semana, o prefeito antecipa que o Município lançará suas próprias regras, a exemplo do que já acontece em outras cidades.
"Decreto mais justo possível, sempre lembrando que temos a consciência de estarmos vivendo um período difícil e que não voltaremos ao normal tão cedo, então, estamos colocando na balança Economia e Saúde", acrescentou o secretário municipal de Governo, Paulo Girardi, lembrando que foram realizados encontros com clubes sociais, que trabalham somente na temporada de verão e, portanto, bastante prejudicados; evento e cinema; igrejas; restaurantes com música ao vivo; e quadras esportivas. "Setores que, muitos deles, estão sem trabalhar há 10 meses. Tentaremos fazer algo justo, mas tentaremos colocar ao máximo os setores mais prejudicados."
A organização do próximo decreto leva todas essas questões em consideração, conforme o prefeito, e seguirá o que diz o Estado, que libera para a cogestão, e o que determina a bandeira anterior - que no caso seria a laranja, se permanecermos em vermelha.
"Essa flexibilização nos libera muitas coisas, e muitas inclusive já acontecem de forma clandestina em nossa cidade, porque a população está saturada do que está acontecendo", reforça Cossetin. "Estamos fazendo um protocolo de tratamento precoce, já adotado em outras cidades do País. Não podemos ter nossos setores fechados, e cidades vizinhas com os mesmos setores abertos, e nosso comércio e população sendo prejudicados. Temos uma Rede de Saúde completa, que recebe pacientes de cidades vizinhas."
Para o prefeito, o horário ampliado de atendimento reduz a possibilidade de aglomerações, como pode ser observado nos supermercados. O mesmo vale para o transporte público que hoje atua com frota reduzida.


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