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Verão requer medidas preventivas

Postada 05/01/2021



Em meio à pandemia do coronavírus, outra doença preocupa os brasileiros, com números alarmantes: a Dengue. Segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, foram notificados 971.136 casos prováveis de Dengue no Brasil, entre 29 de dezembro de 2019 e 14 de novembro de 2020. 
Desde o início do ano, Ijuí teve 363 notificações de suspeitas de Dengue, destes, 93 deram positivo, sendo sete importados e os demais autoctones. Os dados são da Coordenadoria Ambiental, que ainda aguarda o resultado de 16 casos suspeitos, em análise no laboratório. No mês de dezembro, que marca também o início do verão, no dia 21, já foram registrados três casos positivos - nos bairros Boa Vista, Glória e São José.
"Foi feito todo o trabalho de bloqueio e eliminação de focos, três aplicações de inseticidas para eliminar o mosquito adulto", conta o coordenador municipal Rinaldo Pezzetta.
Se os números já preocupam as autoridades em saúde, a combinação de calor e chuva, que se inicia agora no verão, é fator agravante para aumentar a incidência de Dengue. Em 2021, o brasileiro pode esperar um verão quente e chuvoso, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, o fenômeno La Niña contribui para a previsão de chuvas ligeiramente acima da média, na maior parte do País, com temperaturas elevadas.
Atualmente, o índice de infestação predial está em 1%, o que dá certa tranquilidade, mas não elimina a possibilidade de ocorrer circulação viral no município. "Significa que temos a presença do mosquito na cidade, então, não dá para facilitar, e o vírus já entrou em Ijuí neste verão, tanto que tivemos três casos confirmados de Dengue neste verão", alerta.
O principal cuidado para combater a proliferação do mosquito Aedes Aegypti é não deixar acumular água parada, como em vasos de plantas, pneus, garrafas, caixas d’água, bebedouros de animais, entre outros. Também é recomendado o uso de repelentes e roupas que cubram a maior parte do corpo, para evitar picadas do mosquito. 
Rinaldo lembra que o trabalho realizado pelos agentes de endemias, que consiste na visita às residências para fiscalização e eliminação de focos do mosquito e orientação da população, foi prejudicado neste ano, devido à pandemia. Isso porque, a Organização Mundial de Saúde (OMS) determinou que os agentes não deveriam entrar em residências onde há pessoas do grupo de risco; com sintomas gripais ou positivadas para covid-19.
"Então, o trabalho fica bastante limitado e precário, por isso que agora, mais do que nunca, é importante que a população faça sua parte, mantenha seu pátio limpo, faça o descarte do lixo de maneira correta, não jogue nada que acumule água a céu aberto, porque irá se tornar um criadouro, mantenha a piscina sempre tratada, olhe as calhas e bebedouros de animais, que devem ser lavados, pelo menos, uma vez por semana com uma esponja, pois o mosquito coloca seus ovos na borda. Precisamos que a população faça sua parte para que consigamos manter o índice nesse patamar", orienta o coordenador, acrescentando que em 2019, o índice chegou a 3%.
Em 2010, quando Ijuí registrou surto por Dengue, foram mais de 3 mil pessoas contaminadas por uma doença que tem evolução rápida, aumentando exponencialmente. 
"A partir de certo momento, não tem mais como realizar exame, sendo confirmado por vínculo epidemiológico, quando há circulação grande do vírus e a pessoa apresenta sintomas da Dengue."
Dentre as ações realizadas ao longo do ano no combate à Dengue no município, estão os mutirões de limpeza nos bairros. Entretanto, sem a conscientização da população, conforme Pezzetta, a medida se torna pouco efetiva. "O problema é que no outro dia temos pessoas que descartam seu lixo em locais clandestinos."
Para o mês de janeiro, está previsto o mapeamento de residências que possuam acúmulo de lixo para o recolhimento. "Não será um mutirão, iremos recolher criadouros, em locais onde os agentes irão indicar."


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