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Saúde

Pandemia evidencia a Medicina Preventiva

Postada 05/01/2021



Em um ano marcado pela pandemia de covid-19, que vitimou quase dois milhões de pessoas ao redor do mundo, sendo mais de 190 mil somente no Brasil, a Medicina Preventiva ganha lugar de ainda mais destaque, uma vez que atua na deshospitalização, reduzindo a incidência de doenças e suas gravidades, além de promover  a qualidade de vida.
Sua importância fica em evidência diante do número de vítimas que foram a óbito pelo novo coronavírus devido a comorbidades como hipertensão, diabestes, doenças respiratórias.
Todos os profissionais envolvidos na Medicina Preventiva têm como prioridade a prevenção de doenças, educando a população para os cuidados com a saúde de maneira geral. "Isso é importante porque evita que o usuário que está em um momento debilitado, necessitando de um suporte maior, de cuidados, que ele interne", afirma o diretor de Desenvolvimento Humano e Sustentabilidade da Unimed Noroeste-RS, Marcos Boff. 
A Unimed Noroeste-RS tem atuado fortemente nesse segmento. Nos últimos anos, criou o Núcleo da Medicina Preventiva, um serviço voltado exclusivamente a essa atuação, composto por diferentes profissionais - médicos, nutricionistas, psicólogos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, assistente social e fisioterapeutas - com ações educativas preventivas à Saúde.
"Quando há necessidade de intervenção, também realizamos, com educação no uso correto de medicação e nutricional, atividades físicas, aplicação de medicamentos. A Medicina Preventiva, com sua estrutura, monta uma equipe, vai à casa do paciente, medicando, orientando, dá todo o suporte. A pessoa não precisa sair de casa, fica mais confortável, com seus familiares, e evitamos que ela adentre o hospital, permitindo que possamos trabalhar com uma estrutura mais voltada aos pacientes de maior gravidade e que precisem de maior suporte."
A pandemia também tornou as pessoas mais preocupadas com a saúde, uma vez que passaram a se cuidar melhor, e a prova disso, conforme Boff, é a redução na incidência de outras doenças, a exemplo das gripes comuns. "O distanciamento social, uso correto de máscaras e álcool em gel, são formas de se proteger da covid-19 e de outras doenças respiratórias."
Em entrevista ao Grupo JM, Boff frisou que a Medicina Preventiva da Unimed Noroeste-RS, que hoje conta com mais de 500 usuários sendo atendidos de variadas formas, não deixou os pacientes descobertos. "Os encontros, por medidas de segurança epidemiológica, foram transformados em virtuais, com suporte da equipe e atividades dentro do seio da família, com orientações, para não perder o trabalho executado ao longo dos anos."
Para o médico, ainda há muito espaço para que a Medicina Preventiva cresça, e cita ações realizadas pela Unimed, neste sentido. "Hoje, aprendemos a usar outros meios, além da consulta, e pelas mídias sociais temos tentado passar ideias de qualidade de vida, mudanças de hábito. Se você conseguir mudar um hábito em sua vida já estará reduzindo a possibilidade de adoecer, aumentando a qualidade de vida e a longevidade."
Sobre a produção de vacinas contra covid-19 e a adoção de tratamentos preventivos por alguns médicos, Boff acentua que, para ele, os profissionais da Saúde devem estar voltados à Ciência. "Temos que acreditar em profissionais, que estudam muito, são técnicos, dedicam horas, nunca no mundo houve uma vacina que fosse produzida em um ano, com resultados excelentes, independentemente de seus países de origem. A Ciência não reconhece alternativas que alguns profissionais defendem, mas como vivemos em um País democrático, e os conselhos de classe, apesar de não terem uma posição firme quanto à utilização, facultam ao médico a opção de tratamento, de acordo com sua formação e percepção da doença. Mas, penso que a Ciência tem que vir primeiro."  


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