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Saúde

Ijuienses relatam dificuldades na busca por atendimento na UPA

Postada 14/12/2020



Há alguns meses, o Grupo JM vem recebendo denúncias da comunidade relativas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ijuí. Nesta semana, dois novos relatos chegaram envolvendo uma idosa e um adolescente. Ambos, conforme contam, não tiveram o atendimento adequado.
No dia 5 de dezembro, uma senhora de 77 anos, residente no Centro, sofreu uma queda de uma escada à noite em sua residência, sendo levada à UPA pela nora. "Ao chegar lá, ela não pode ter um acompanhante. Olharam o braço, limparam, fizeram dois pontos no cotovelo. Ela teve luxação em todo o braço. Receitaram um paracetamol somente, sem antibióticos ou antiinflamatório, enfaixaram o braço e mandaram para casa", relata um dos filhos, que pediu para não ser identificado.
Segundo ele, em casa, começaram as dores fortes, evoluindo para febre. Nesta segunda-feira, ao procurar o posto para limpeza do curativo, a gaze estava grudada na pele, resultando em sangramento e em novos machucados, sendo encaminhada para casa, com a orientação dos profissionais de que usasse óleo mineral e pomada para tentar desgrudar a gaze - caso não acontecesse, seria necessário ir ao hospital fazer uma raspagem, conforme relato do filho.
"Não solicitaram raio-x, porque a médica achou que não tinha quebrado o braço. Agora, levei novamente ao posto de saúde, onde foi solicitado um raio-x de todo o braço e da coluna, porque como ela caiu e pela idade, é perigoso. Vamos aguardar os resultados."
Residente no Morada do Sol, outra moradora que pediu para não ser identificada conta que por volta das 17h30 levou seu filho de 13 anos à UPA, pois ele apresentava uma forte alergia por todo o corpo. Ao chegar na Unidade foi informada de que ele seria o terceiro paciente a ser atendido. Passadas duas horas, a mãe procurou a triagem onde questionou quanto tempo faltava para o atendimento, já que quatro pessoas já haviam passado à frente do filho, que passava por agravo no quadro alérgico. 
"A funcionário respondeu que ainda tinha três na frente. Não soube me explicar o que estava acontecendo, olhava o sistema e ela própria não entendia. Nesse momento, vieram outros pacientes que estavam aguardando por atendimento, e só me chamaram porque os que estavam na minha frente, que eram dois idosos, desistiram e tinham ido para casa. Imagine se dá uma reação, porque era uma urticária, e poderia ter afetado a garganta", questiona a mãe. 


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