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Saúde

Médico da família cuida de todas as fases da vida

Postada 14/12/2020



Celebrado no início do mês, o Dia do Médico da Família e Comunidade chama atenção para importância desses profissionais, que atuam na Atenção Básica, porta de acesso da população ao Sistema Único de Saúde (SUS). Embora não faça parte do time das especialidades mais famosas, o médico da família é essencial para a saúde pública e vem sendo altamente demandado durante a pandemia do coronavírus. No SUS, esses profissionais são os principais responsáveis pelo tratamento e cura de casos leves e moderados da covid-19. 
Atualmente, esses especialistas vêm lidando com um efeito colateral importante da pandemia: a demanda reprimida de pacientes crônicos de diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e obesidade que, em razão da quarentena, deixaram de realizar exames de controle e tratamentos, antes recorrentes e fundamentais para atenuar os efeitos dessas patologias, como o desenvolvimento de problemas cardiovasculares.  
Segundo dados do Ministério da Saúde, as doenças do coração representam a principal causa de óbitos no País e estão diretamente associadas à hipertensão, à diabetes mellitus, ao excesso de peso e obesidade e a fatores de risco como alimentação inadequada, inatividade física, álcool e tabagismo. Em 2018, doenças crônicas não transmissíveis foram responsáveis por 57% de todas as mortes ocorridas no País. 
A rotina desses médicos inicia-se cedo e se estende até por volta das 17h, nas Unidades de Saúde, em que atendem a vários pacientes no dia, desde crianças até idosos.
“Nós atendemos a família, fazemos consulta desde o pré-natal, acompanhamos as crianças na fase de crescimento e desenvolvimento, nas consultas pediátricas também. Cuidamos dos idosos, adultos, da família toda”, descreve a médica da família no programa Mais Médicos, Gleice Anne Lubiana. O ritmo de trabalho não é muito diferente de outros especialistas, a diferença é que o médico de família está preparado e se preocupa em atender a comunidade.
A médica explica que o profissional especializado em saúde da família se ocupa do diagnóstico, para orientar o paciente sobre medidas de prevenção e, se necessário, de tratamento. A finalidade dessa especialidade é conhecer e acompanhar as pessoas por toda a vida, dentro do seu contexto e das suas complexidades. “Atendemos por território, e para isso, contamos com os agentes comunitários para fazer o recadastramento das pessoas, ou seja, parte do papel do médico da família é saber onde o paciente mora”, explica.
Conhecer a casa, a família, os vizinhos e entender os problemas locais e como eles afetam a saúde dos que lá vivem faz parte da equipe da família. “Contamos com uma equipe multidisciplinar para acompanhar essas famílias, fazemos também visitas domiciliares quando necessário e fazemos o atendimento lá mesmo”, fala a doutora. A equipe que auxilia a médica é formada por uma enfermeira, técnicos de enfermagem e agentes comunitários. Juntos eles avaliam cada caso e, quando necessário, encaminha para a especialidade adequada.
Uma UBS tem suas equipes de Saúde da Família, que trabalham em uma localidade específica, contando com uma população que permanece mais ou menos a mesma, o que permite que os profissionais conheçam bem seus pacientes e sua área de atuação.
A recomendação do Ministério da Saúde é que uma equipe seja responsável por uma área onde residam de 600 a mil famílias, com o limite máximo de dois mil a 3,5 mil habitantes. 


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