Notícia

Saúde

Hospitais operam no limite da capacidade

Postada 10/12/2020



A Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Rio Grande do Sul, entidade que representa as 260 instituições hospitalares sem fins lucrativos do Estado, fez um levantamento junto à rede, para mapear o status de recursos humanos e os números são preocupantes.
Segundo os cerca de 70 hospitais que participaram do levantamento, 32% relatam dificuldade na contratação de médicos e enfermeiros, e 68% têm problemas para contratar técnicos para atuar nas instituições. As dificuldades para contratar colaboradores são grandes, até mesmo para manter os serviços em funcionamento. “Atualmente temos muitos funcionários que estão afastados e a reposição de pessoal nos preocupa muito, especialmente neste momento de aumento dos casos no Estado”,  afirma o presidente da Federação, Luciney Bohrer.
Desde março atuando no combate à pandemia, nos quase 10 meses de atuação na linha de frente, muitos profissionais foram e estão sendo afastados por terem contraído a doença, ou por outras questões que envolvem, inclusive, a exaustão e saúde mental. A dificuldade em repor recursos humanos para os hospitais é imensa. Sem recursos humanos, a abertura de mais leitos para atendimento covid-19 se torna ineficaz.
“Estamos vivendo o pior momento da pandemia, com nossos colaboradores cansados física e mentalmente e não temos como prever quando a situação irá amenizar, por isso, é muito importante que a população faça a sua parte, cumprindo os protocolos de higienização pessoal, utilizando máscaras e evitando aglomerações”, solicita Bohrer.
Tendo em vista o quadro apresentado, com as instituições alcançando o limite de suas internações e com o quadro funcional reduzido, com dificuldades de reposição, a Federação faz um apelo à população. “Mantenha-se vigilante, sem cuidados essenciais, com foco coletivo, o sistema de saúde irá entrar em colapso. Já operamos no limite e, se não houver uma conscientização de todos o cenário ficará insustentável.”
O momento não é de baixar a guarda, os hospitais e seus colaboradores precisam que a população mantenha todos os protocolos: não deixe de utilizar máscaras, higienize as mãos e evite aglomerações.


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