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Economia

Sul teve a segunda melhor recuperação

Postada 25/11/2020



Pelo monitoramento das economias regionais feito pelo Banco Central, o Norte está com uma recuperação mais intensa do que as demais regiões após o auge da pandemia. O destaque vai para a fabricação de bens duráveis e também pelo impacto mais forte do auxílio emergencial na renda das famílias, o que puxa o consumo no varejo e no setor de serviços. 
Em segundo lugar, está a região Sul. Mas ela também teve a queda mais forte no monitoramento do Banco Central. No Rio Grande do Sul, é importante lembrar que o início do ano também já trazia o impacto da estiagem. 
"O avanço do nível de atividade no Sul, de 5,1%, contrasta com a queda de 7,1% observada no trimestre encerrado em maio, quando a economia da região foi uma das que mais sofreu por conta dos efeitos severos da pandemia.", diz trecho da análise da autoridade monetária. 
No Estado, segundo o Banco Central, o comércio foi a atividade que menos caiu no auge da crise, em virtude da concessão do auxílio emergencial e da alteração do padrão de gastos das famílias, que priorizaram as compras de alguns segmentos, em especial de alimentos. Na sequência, a redução do isolamento promoveu a retomada da atividade de forma geral – o volume de vendas da PMC aumentou 16,8% no trimestre até agosto (-18,4% até maio). Na comparação com o intervalo anterior à crise, sobressaíram, positivamente, o comércio de material de construção (19,1%) e, negativamente, vestuário e calçados (-30,1%). Muito embora o bom crescimento na margem, as vendas automotivas não voltaram ao nível anterior.
O Centro-Oeste tem crescimento menor agora, mas também foi o que menos teve retração econômica no momento de maior impacto da pandemia na economia. A vocação agrícola e a produção recorde de grãos impulsionaram as indústrias de processamento de alimentos e os serviços de logística locais, destaca o Banco Central. 
Crescimentos regionais no trimestre encerrado em agosto sobre o período imediatamente anterior: Norte +6,7%;  Sul +5,1%; Sudeste +4,3%;  Nordeste +2,8% e Centro-Oeste +0,5%. 
Lembrando que ainda estamos na pandemia, com indicadores de saúde complicados e sem previsão de cura. No entanto, essa retomada sinaliza como será o pós-pandemia nas regiões. 


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