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Rural

Abertura do plantio da soja é virtual no RS

Postada 22/10/2020



Sem o plantio simbólico e com maquinários a campo, a abertura oficial da 10ª edição do plantio da soja no Rio Grande do Sul, safra 2020/2021, ocorreu na terça-feira em formato virtual. Com a participação do governador Eduardo Leite e do secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covati Filho, por vídeo, a transmissão ocorreu a partir da Cooperativa de Júlio de Castilhos (Cotrijuc), em Júlio de Castilhos – segundo maior produtor da oleaginosa no Estado em 2019 –, na região central.
"A celebração do início desse plantio é a celebração da resiliência, da resistência e do empreendedorismo gaúcho. Todo empreendedorismo deve ser saudado no nosso Estado, mas especialmente aquele ligado ao agronegócio. É o empreendimento que enfrenta adversidades climáticas. Enfrentamos severa estiagem que nos fez perder 45% da última safra de soja e que também gera dificuldades nesse momento de plantio. Nossos produtores rurais, porém, são resilientes, e enfrentam com otimismo e com técnicas mais modernas essas dificuldades climáticas para que possamos garantir semeadura de área plantada maior esse ano, também com expectativa de produtividade maior", disse Leite.
Mesmo sob os efeitos da pandemia de coronavírus e ainda se recuperando da grave estiagem da temporada passada, o agronegócio gaúcho inicia o novo ciclo da soja com a previsão de obter a segunda maior colheita de grãos (que inclui além de soja, milho, arroz e feijão) da história.
É o que prevê a estimativa da Emater divulgada em setembro. O levantamento indica que a área total deve ser de 7,8 milhões de hectares - 1,8% superior ao período anterior - com produção 40,2% maior do que a safra passada, alcançando 32,5 milhões de toneladas dos principais grãos de verão - soja, milho, arroz e feijão. A maior safra do Estado até então foi em 2017, com mais de 33,6 milhões de toneladas de grãos colhidos.
"A soja é a principal cadeia produtiva do Estado: somos, hoje, o terceiro maior do Brasil no que diz respeito ao plantio, com as cidades de Júlio de Castilhos e Tupanciretã na liderança. O Estado sabe seu dever. Enfrentamos uma estiagem muito severa e isso atingiu muito a cultura, com queda significativa e, dentro desse viés, estamos buscando encontrar mais mecanismos para proteger quem produz, desburocratizando algumas questões e incentivando investimentos”, afirmou Covatti Filho.


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