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Senai vai modificar formato de ensino

Postada 08/10/2020



O prefeito Valdir Heck e o presidente da Associação Comercial e Industrial de Ijuí (ACI), Nilo Leal da Silva,  estiveram reunidos, na tarde de ontem, em Porto Alegre, com o coordenador regional do Senai-RS, Carlos Trein, para tratar do Centro de Formação Profissional do Senai no município. 
Inaugurado em 24 de novembro de 2001, o Centro de Formação Profissional de Ijuí era para ser um polo difusor de benefícios para a comunidade na região Noroeste do Estado. Mas passados menos de 20 anos, a Escola está com equipamentos defasados e existia, até mesmo, a informação de que poderia fechar. 
O Senai, que atua em Ijuí desde 1978, construiu em um terreno doado pelo poder Executivo em 1993, com recurso da Confederação Nacional da Indústria (CNI), no valor de R$ 1,2 milhão, intermediado na época pelo então deputado federal Darcísio Perondi (MDB). Foi construído um grande complexo de Ensino Profissional, com área de aproximadamente dois mil metros quadrados na Avenida Getúlio Vargas, bairro Glória. O complexo é constituído de laboratórios de informática, mecânica diesel, mecânica automotiva, eletricidade predial e industrial, e usinagem convencional. Mas, nos últimos anos, o local, que já ensinou a milhares de jovens uma profissão, não recebe mais tantos estudantes como antigamente, principalmente após a transferência da Coordenação Regional do Senai para o município Panambi,  em 2018, conforme reclamação do presidente da ACI, Nilo Leal da Silva.
“Temos inúmeras indústrias, mas estão faltando cursos para transformação de grãos, de eletricidade industrial, marcenaria, artefatos de cimentos, manipulação de alimentos. Infelizmente, o Senai focou suas ações para o setor metalmecânico de Panambi e região, e estamos desassistidos”, lamenta o representante dos empresários. 
No encontro, Heck entregou uma carta assinada  pelo presidente da Câmara de Vereadores de Ijuí, Rubem Carlos Jagmin, e pela reitora da Unijuí, Cátia Nehring, onde solicita que o Senai mantenha as suas atividades no município, mas que em caso de fechamento, devolva ao município o terreno e doe a estrutura para que no local sejam ofertados cursos profissionalizantes, em parceria com a Unijuí. 
Após a reunião, o presidente da ACI disse ao Grupo JM que o encontro com o coordenador regional foi bem esclarecedor e que o Senai está criando um novo modelo de educação para se adaptar aos novos tempos, oferecendo, por meio da virtualidade, um amplo portfólio de cursos a distância, e da mobilidade, através de suas unidades móveis, alcançando o maior número de municípios e atendendo às novas demandas da indústria 4.0.  "Vamos promover o levantamento entre os empresários do setor industrial para realizarmos alguns cursos, com a unidade móvel, pois a unidade física está desatualizada e faltam recursos para renovar os equipamentos para atender a indústria de Ijuí", disse Nilo. 
Em nota, o coordenador do Senai  explicou que existem 19 unidades móveis, que oferecem cursos de Panificação e Confeitaria, Soldagem, Construção Civil, Automação Industrial, Confecção (Têxtil), Usinagem a Comando Numérico Computadorizado (CNC), Mecânica de Refrigeração, Mecânica Automotiva e Mecânica de Motocicletas. Todas contam com máquinas e equipamentos de tecnologia de ponta e material didático que permitem capacitar e qualificar profissionais. "Por meio de suas unidades móveis o Senai-RS estabelece o compromisso permanente de que a educação profissional e o desenvolvimento técnico e tecnológico têm que estar ao alcance de todos. Este recurso possibilita ao Senai-RS chegar ao mais distante município do Estado, democratizando o acesso à profissão e atendendo às demandas da indústria do Rio Grande do Sul", explica Trein. Questionado à assessoria de imprensa do Senai e ao presidente da ACI, se o Centro de Formação irá fechar, ambos disseram que não.  
 


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