Notícia

Geral

Banco Central minimiza fuga de capital do País

Postada 28/09/2020



O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, minimizou a forte saída de capital estrangeiro e a queda no fluxo de entrada de Investimento Direto no País (IDP) e desenhou um cenário otimista para a economia. Para ele, em momentos de crise como a atual, provocada pela pandemia, “é natural” esse movimento de fuga.
“A queda do investimento direto está mais associada à crise. É um processo natural e entendemos que o IDP vai retomar o crescimento no ano que vem”, afirmou o presidente do BC, ontem, durante apresentação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI).
Dados da autoridade monetária divulgados na quarta-feira confirmaram a saída recorde de US$ 15,2 bilhões no ano, o maior volume desde 1982. No acumulado em 12 meses até agosto, a entrada de IDP somou US$ 54,5 bilhões, o menor patamar desde agosto de 2010, quando o indicador registrou US$ 50,8 bilhões. No Relatório de Inflação de setembro, o BC reduziu de US$ 55 bilhões para US$ 50 bilhões a previsão do ingresso líquido de IDP neste ano. Para 2021, há previsão de retomada para US$ 65,2 bilhões.
Campos Neto fez questão de frisar que o BC não está preocupado com a recente alta nos preços dos alimentos e garantiu estar “absolutamente tranquilo” com as projeções de inflação dentro das metas para este ano e o próximo, de 4% e de 3,75% anuais, respectivamente.
O ministro reconheceu que a desconfiança do investidor aumentou e a participação de estrangeiros na dívida pública está entre 8% e 9% do total, “mas já foi de 20%”, e tem elevado os juros de longo prazo. Ele, no entanto, evitou fazer maiores comentários sobre os riscos fiscais e as consequências sobre o custo de rolagem dos títulos públicos. “O preço que estamos pagando por um fiscal desarrumado é o encurtamento da dívida”, disse.
Em relação às críticas de que o BC não estaria adotando as medidas previstas no Orçamento de Guerra, como comprar títulos do Tesouro para criar demanda e baixar os juros de longo prazo que já estão acima do triplo da Selic, de 2% ao ano, ele disse que “há outros instrumentos a serem utilizados antes”. 


Edição Impressa


Ver Todas as Edições
Trabalhe no Grupo JM Espaço do Leitor - Assine - Anuncie -
Albino Brendler, 122, Centro, Ijuí-RS
(55) 3331-0300
[email protected] Desenvolvido por