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Saúde

Data faz alerta para sintomas de linfomas

Postada 21/09/2020



Nesta semana, transcorreu o Dia Mundial de Conscientização sobre os Linfomas – um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, que é responsável pelas defesas do nosso organismo. “Os linfonodos estão disseminados pelo corpo e podem vir a ser comprometidos por uma célula maligna. Há vários tipos de linfomas, sendo que a classificação mais simples compreende o de Hodgkin e o de não-Hodgkin - este com vários subtipos”, explicou a médica hematologista do Hospital de Caridade de Ijuí (HCI), Cheila Eickhoff.
Cada linfoma é uma doença, que tem uma característica e um tipo de tratamento. “Os linfomas têm uma prevalência relativamente alta no País e precisamos estar atentos aos sintomas que podem surgir”, reforçou, lembrando que cada subtipo tem uma faixa etária 'predileta'. No caso do linfoma de Hodgkin, falamos do grupo entre 15 e 25 anos e pessoas a partir dos 50 anos. Já os linfomas não-Hodgkin possuem mais de 30 subtipos e cada um possui uma faixa de prevalência.
 “Segundo as últimas estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, a prevalência chega a cerca de seis mil casos por ano. Não é uma neoplasia que está no topo, claro. Dentro dos tumores sólidos, temos outras neoplasias com mais prevalência. No Estado, o câncer de próstata entre os homens e o de mama entre as mulheres. Mas, dentro da hematologia, os linfomas são doenças que têm uma incidência considerável.”
Cheila explica que cada linfoma tem uma abordagem e uma história clínica. Alguns têm curso incurável e os sintomas são tratados para que o paciente possa conviver com a doença. Outros são mais agressivos, com risco de levar o paciente a óbito rapidamente. “O tratamento é à base de quimioterapia injetável, associado à quimioterapia oral. Para alguns tipos de linfoma, utilizamos radioterapia.”
Não há, como explica a médica, um exame para detectar o linfoma. Recomenda-se que, para prevenção, seja adotada uma vida saudável, livre do fumo e do álcool, com a realização de exercícios físicos e manutenção de uma alimentação equilibrada. “É importante ficar atento aos sintomas, ao aumento do linfonodo. Aquela íngua no pescoço, na axila, na virilha que vai crescendo e a pessoa não sabe o que é. O exame físico não consegue identificar e, por isso, precisamos encaminhar uma amostra para biópsia. Na maioria dos casos não há dor e, até em razão disso, há demora para procurar atendimento médico”, explica Cheila, destacando que pode haver dor em situações mais extremas, onde há uma massa muito grande de tumor. “Febre inexplicada, principalmente noturna, e perda de peso são sinais, assim como a coceira."

Entenda:
O sistema linfático é composto por órgãos, vasos e tecidos linfáticos e pelos linfonodos, que se distribuem em posições estratégicas do corpo para ajudar na defesa contra infecções. Esse sistema produz e transporta os glóbulos brancos, células que combatem as infecções e participam do sistema imunológico.

O linfoma ocorre quando uma célula normal do sistema linfático sofre mutações, passam a se multiplicar sem parar e se disseminar pelo organismo.

Os diferentes tipos de linfomas têm comportamento e grau de agressividade diversos. Eles podem ser divididos em dois grandes grupos: linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin. 

O primeiro sinal do linfoma é a presença de linfonodos aumentados (popularmente conhecidos como ínguas) mesmo quando não há nenhuma infecção. Essas ínguas aparecem com mais frequência no pescoço, nas axilas e na virilha. Outros sintomas incluem: febre, perda de peso e suor excessivo, principalmente à noite.
 


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