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PIB tem queda de 17% no segundo trimestre

Postada 21/09/2020



A dupla, pandemia e estiagem, fez estragos profundos e históricos no desempenho do PIB do Rio Grande do Sul no segundo trimestre de 2020. Nunca houve quedas tão profundas na série apurada desde 2002, como as registradas no período recente, segundo o Departamento de Economia e Estatística (DEE). No primeiro trimestre, a economia gaúcha havia recuado 3,3%. 
Nas duas comparações - com trimestre anterior e com o mesmo período de 2019, o mergulho é forte. Ante janeiro a março passados, o tombo foi de 13,7%. Sobre o segundo trimestre do ano passado, o nocaute chegou a 17,1%, segundo divulgação feita ontem pelos técnicos.
O efeito da crise sanitária combinada aos danos da falta de chuvas nas culturas de verão acabaram gerando mais estragos à economia regional que a nacional. A coordenação do PIB trimestral citou que o produto brasileiro caiu 9,7%, na comparação com o primeiro trimestre, e 11,4%, frente ao segundo período do ano passado.
O ano acumula recuo de 10,7% na atividade gaúcha, ante 5,9% no Brasil. Um detalhe que deve ter pesado foi o fato que a safra agrícola em outros estados com maiores produções em soja e milho, por exemplo, não teve quebra. "O resultado evidencia uma forte desaceleração da atividade econômica no Rio Grande do Sul provocada tanto pela estiagem, que afetou a agropecuária, quanto pelos efeitos negativos decorrentes do enfrentamento da pandemia sobre a indústria e as atividades de serviços", destaca o pesquisador do DEE, Martinho Lazzari. 
A retração mais significativa foi da Agropecuária, com  queda de 20,2%, seguida da redução registrada na Indústria (-15,9%) e do setor de Serviços (-9,1). Apenas em serviços a queda não foi maior que a dos setores no Brasil, que teve Agropecuária (0,4%), indústria (-12,3%) e serviços (-9,7%) em relação ao trimestre anterior.
Já no confronto com o mesmo trimestre de 2019, o setor primário despencou 39,4%, com maiores pesos da quebra da soja (-39,3%) e milho (-27,7%). O arroz, que enfrenta um momento de alta em preços internos e demanda de exportações, cresceu 8,3%. No País, a alta foi de 1,2%. Na Indústria, a queda geral foi de 19,3%, com redução nas taxas em todas as atividades do segmento: eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-28,1%), transformação (-19,5%)e construção (-12,6%).


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