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Bolsonaro venceria Lula e Moro no primeiro turno

Postada 21/09/2020



Pesquisa mostra que os adversários mais fortes de Bolsonaro são o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Em um eventual segundo turno com os dois, Bolsonaro teria dificuldades para se reeleger, aponta o levantamento, realizado pelo Poder Data.Grupo.
Bolsonaro lidera a corrida eleitoral com 35% das intenções de voto, enquanto que Lula (PT) aparece em segundo lugar, com 21%. No segundo turno, os dois empatam com 41%.
Na pesquisa realizada entre 14 e 16 de setembro, por telefone, o ex-ministro Sergio Moro foi citado por 11% dos entrevistados. Outros 11% afirmaram que iriam votar branco ou nulo.
Em um eventual segundo turno, o ex-juiz teria, segundo a pesquisa, 37% dos votos, contra 40% do atual presidente, o que, pela margem de erro de dois pontos, representaria um empate técnico. 
Com base nesses dados, Deysi Cioccari, cientista política e pós-doutora em Comunicação, alerta que “Bolsonaro teria problemas no segundo turno”, mas que deve se reeleger.
Todos os demais prováveis candidatos citados na pesquisa perderiam para o atual presidente em um segundo turno em 2022.
Lula atualmente está inelegível pela Lei da Ficha Limpa. O ex-presidente foi condenado em dois processos na Lava Jato e tenta na Justiça recuperar seus direitos políticos. Também entrou com processo no Supremo Tribunal Federal (STF) que pede a suspeição do ex-juiz Sergio Moro.
Se Moro vier a ser considerado parcial pelo STF, a sentença de Lula no caso do triplex poderia ser anulada na mesma decisão. O julgamento ainda não tem data marcada, mas o ministro Gilmar Mendes já afirmou que quer pautar o tema “assim que possível”.
Além de duas condenações (nos casos triplex do Guarujá e sítio de Atibaia), Lula enfrenta ainda duas denúncias da Lava Jato em Curitiba, quatro ações na Justiça Federal do Distrito Federal e uma na Justiça Federal de São Paulo.
Lula tem se comportado como candidato. Em discurso nas redes sociais, por ocasião do 7 de setembro, defendeu minorias, criticou o governo e a atuação na pandemia e falou sobre economia a política externa.
Na próxima segunda-feira, o PT vai apresentar seu Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil.
Em 2018, mesmo preso em Curitiba, Lula foi registrado candidato à Presidência da República. Como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou a candidatura do petista, seu vice, Fernando Haddad (PT), acabou encabeçando a chapa.


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