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Economia

Emissão de notas fiscais cresce no Estado

Postada 01/09/2020



O último boletim sobre os impactos da covid-19 nas movimentações econômicas dos contribuintes de ICMS do Estado, divulgado pela Receita Estadual, aponta variação positiva nas vendas da indústria, do atacado e do varejo pela segunda quinzena consecutiva, em comparação a períodos equivalentes de 2019, refletindo o movimento de retomada das atividades.
Delegado regional da Receita Estadual, com sede em Santo Ângelo, Joaquim Oliveira afirma que os números apontam uma retomada da economia, em relação à movimentação econômica das empresas. “Temos alguns setores  ainda impactados, mas comparando ao ano passado, nós estamos voltando à normalidade", afirmou, em entrevista ao Grupo JM. 
De acordo com os dados, a indústria apresentou crescimento de 12,5% entre 8 e 21 de agosto. Essa é a quarta quinzena seguida de variação positiva na atividade. Entre os 19 setores industriais analisados, a quantidade de “ganhadores” (cuja variação é positiva comparando com a quinzena equivalente do ano anterior) foi de 17, restando apenas dois setores com variações negativas – melhor cenário desde o início da crise. Entretanto, no acumulado do período de análise do Boletim, entre 16 de março e 21 de agosto, a atividade industrial ainda acumula queda de -6,6%.
Já o atacado manteve mais uma vez patamares positivos, com saldo de 3%. Os principais destaques da quinzena foram os setores de materiais de construção (+40,7%), metalmecânico (+17,6%) e insumos agropecuários (+16,0%). Com isso, o segmento atacadista tem ganho acumulado de 3,5% desde o início da pandemia.
A atividade varejista, por sua vez, registrou indicador interanual positivo pela segunda quinzena consecutiva. A variação  de 4% foi a melhor desde o início das análises. Os setores que mais contribuíram para a alta da atividade foram de lojas de departamento e magazines (+39,4%); eletroeletrônicos (+25,0%); material de construção (+19,7%) e supermercados (+18,7). No acumulado, a atividade varejista ainda apura queda de -9,6%. 
Outro indicador de retomada é a emissão de Notas Eletrônicas (NF-e + NFC-e), que registrou variação positiva pela terceira quinzena consecutiva, frente a períodos equivalentes de 2019. O aumento de 7,8% na última quinzena (8 a 21 de agosto) é o melhor resultado desde o início das análises, em março. O pior resultado do indicador ocorreu no início de abril, com -18,7% de variação. No acumulado (16 de março a 21 de agosto), a redução é de -4,6%, ou seja, cerca de R$ 90 milhões deixaram de ser movimentados em operações registradas nas notas eletrônicas, a cada dia.


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