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Política

Contrato com a Corsan é alvo de ação popular

Postada 25/08/2020



O contrato inicial do Município com a Corsan tinha prazo até 2042 e foi renovado para 2062, com aprovação da Câmara Municipal. Entretanto, desde sua aprovação, o novo contrato tem sido alvo de questionamentos, por parte da população e de alguns vereadores, que à época votaram contrários à renovação. 
Para César Busnello (PSB) não havia necessidade de acontecer agora, à toque de caixa, dada a importância do projeto para a comunidade, e diz que a questão foi mal conduzida. "Na hora do voto, três ou quatro que votaram contra o aditamento."
Segundo ele, o contrato foi ao Ministério Público para análise da legalidade. "Fiz o registro do requerimento, mas, paralelamente, um cidadão aqui de Ijuí entrou com uma ação popular, que foi aceita e está tramitando, inclusive está na fase saneadora, onde o juiz faz a limpeza de eventuais vícios que possa haver nessa ação popular. Acho que tem grande probabilidade dessa ação popular ter êxito, e o Município já recebeu R$ 2 milhões de aporte da Corsan."
Caso a ação popular seja vencedora, o contrato retorna ao prazo anterior, podendo ainda o gestor ser responsabilizado. "Se já tinha um contrato para 2042, por que renovar? Poderíamos, no próximo ano, discutir de forma mais aprofundada. Ijuí está com problema de caixa, é muito estranho esse contrato."
Busnello defende que o aditamento deveria ter sido melhor publicizado à sociedade e às partes interessadas. "Não houve um debate, transparência, uma audiência pública."
Ainda em entrevista ao Grupo JM, Busnello abordou as eleições municipais que, até o momento, têm dois pré-candidatos a prefeito anunciados, Fioravante Ballin (PDT), que conta com o apoio do PSB, e Andrei Cossetin (Progressistas).
Ao analisar algumas afirmações ditas por Cossetin, de que não tem debatido cargos com os demais partidos, Busnello definiu como "conversa fiada". "Para aquele menos entendido", completou.  "Claro que vai ter cargos. Não existe gestão pública, ou mesmo empresas privadas, sem cargos. Como vai atuar em uma Secretaria de Saúde, por exemplo, sem ter um secretário? Claro que a perspectiva, também nossa, e estamos debatendo no projeto de governo, é de que haja um enxugamento na máquina pública, que é o que sempre defendi."


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