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Política

Ana Amélia defende interesses do Estado

Postada 24/08/2020



Ex-senadora gaúcha pelo Progressistas, Ana Amélia Lemos assumiu a função de secretária Extraordinária de Relações Federativas e Internacionais no governo de Eduardo Leite, em março de 2019, e tem entre suas funções dar suporte ao Estado junto à União.
Em entrevista ao Grupo JM, ontem, a secretária destacou pautas de sua agenda, sobrecarregada neste período de pandemia. Na quinta-feira, Ana Amélia interviu,  a pedido do governador Eduardo Leite, junto à bancada gaúcha para que votassem pela manutenção do veto do presidente Jair Bolsonaro ao congelamento de reajuste de salário de servidores públicos em 2021. "Considerando a gravidade da situação atual que o País vive, em função da pandemia", justifica.
Entre outras ações, ela acompanha o encaminhamento do Orçamento da União, garantindo que as demandas prioritárias para o Estado, inclusive para a região Noroeste, sejam incluídas, e tem importante atuação junto à demandas da iniciativa privada. Quando a covid-19 chegou ao Brasil, Ana Amélia trabalhou para repatriar gaúchos que estavam pelo mundo todo.
Nesta semana, a secretária participou de uma reunião-almoço com Eduardo Leite, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em que diversos assuntos foram tratados, entre eles, o Pacto Federativo, a Lei Mansueto e o Fundeb que, neste caso, representa para o Rio Grande do Sul uma situação um pouco mais dramática em relação aos demais Estados.
"Há um dispositivo que, para o Rio Grande do Sul, representa para os aposentados um grave risco, de atrasar ainda mais os pagamentos, porque uma parte do recurso do Fundeb é usada para o pagamento dos professores aposentados. O Estado tem 150 mil professores. Destes, 100 mil são aposentados, então imagine o peso que a folha do magistério representa aos cofres do Estado."
Ao analisar os impactos da pandemia sobre o cenário econômico do País, Ana Amélia comenta que alguns setores estão conseguindo se recuperar mais rapidamente, como é o caso da construção civil. 
"O agro sustentou a economia brasileira. Veja que o Porto de Rio Grande teve maior movimentação que no ano passado, que não tinha pandemia. Aumentamos a exportação de grãos e carnes. Sou uma pessoa otimista e confiante. Os problemas todos estão na ordem política, na mão dos governantes."
Com atuação em Brasília, a secretária elogia a mudança de postura do presidente Bolsonaro. "Em boa hora entendeu que não adiantava falar de nova política, não existe nem nova e nem velha, política é uma só. Depois do susto que levou no Senado com a derrubada do veto, que fez uma bagunça no mercado financeiro, porque o mercado viu com maus olhos, reconstruiu sua base, refez sua relação com Rodrigo Maia, que tem muito poder político na Câmara, e está conseguindo resultados", disse. " Resultado: uma vitória do governo com a manutenção do veto do presidente. Também a ação de Bolsonaro de fazer esse socorro de R$ 600 às famílias mais pobres teve um alcance social importante e isso justifica também não somente a questão política, mas um pouco sua popularidade. Apesar de tantas mortes no Brasil, está tendo esse prestígio, e até digo que, se a eleição fosse hoje, Bolsonaro já estaria reeleito."
Sobre eleições municipais, Ana Amélia destaca o pré-candidato de seu partido, Andrei Cossetin, como alguém jovem e experiente.  "O PP está bem, fazendo alianças muito produtivas, importantes. Em Ijuí, já fechamos com o Partido Liberal e imagina-se que, com o PL, tenhamos uma aliança em 50 municípios."
Ela também já antecipa que irá concorrer a uma vaga no Senado. "Se as condições político-partidárias permitirem, em 2022, tentarei a candidatura ao Senado. Se não der, encontrarei um caminho, porque tenho vários projetos e aceito desafios."


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