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Educação

Estado propõe retorno das aulas ainda neste mês

Postada 13/08/2020



O governo do Estado e a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) iniciaram, na última terça-feira, o debate sobre a retomada das aulas presenciais no Rio Grande do Sul em modelo híbrido. 
A sugestão inicial apresentada pelo Estado propõe o retorno gradual e escalonado das aulas a partir de 31 de agosto para as redes pública e privada. O primeiro nível a voltar seria o Ensino Infantil. O Ensino Superior retornaria em 14 de setembro, o Médio e Técnico, em 21 de setembro, os Anos Finais do Ensino Fundamental, em 28 de setembro e os Anos Iniciais, em 8 de outubro. O retorno às aulas presenciais ocorrerá, pela proposta do Estado, somente nas regiões que estiverem em bandeira amarela e laranja.
O presidente da Famurs, Maneco Hassen demonstra bastante preocupação com o cumprimento dos protocolos sanitários e manifesta que, para definir ou não o retorno das aulas, será preciso ter um panorama de todos os municípios.
Segundo ele, nos próximos dias, os 497 prefeitos e prefeitas dos municípios gaúchos deverão participar de uma pesquisa proposta pela Famurs onde indicarão se aprovam a proposta do Estado. "O assunto também será debatido pelas 27 associações regionais. Pretendemos chegar  a uma primeira posição da entidade até o dia 18 de agosto, quando ocorrerá uma nova reunião com o governo para discutir a questão”, explica.
Hassen destaca ainda que a entidade está aberta ao diálogo para melhorar a proposta, se necessário. Para ele, o quesito fundamental é a segurança da comunidade escolar no retorno às aulas. "Não vejo a segurança necessária para o retorno, justamente neste momento em que os números da pandemia continuam elevados no Estado. Não temos garantia nenhuma de que em 31 de agosto, a situação estará melhor", ressalta Hassen. 
O momento, acredita o presidente, deveria ser para focar nas medidas de prevenção, já que, segundo ele, há uma parcela da população que ainda precisa entender a gravidade da situação da pandemia de coronavírus no Estado.
De acordo com a sugestão inicial apresentada pelo Estado, o retorno gradual e escalonado das aulas presenciais nas redes pública e privada ocorrerá somente nas regiões que estiverem em bandeira amarela e laranja.  
O secretário da Educação, Faisal Karam, deixa claro que os prefeitos darão a palavra final para o retorno nos municípios.
“Não será uma imposição. Estamos sugerindo um calendário e, se o quadro do contágio por coronavírus não apresentar um achatamento da curva, tudo será revisto. A autonomia de levar os filhos para a escola é dos pais. Se preferirem não fazer isso, será necessário que o Estado e os Municípios busquem alternativas para a continuidade da educação. Os prefeitos terão a autonomia para, dentro da realidade da sua cidade, decidir se há condições para o retorno presencial."
Por outro lado, um desabafo emocionado do secretário, ontem,  escancarou uma falha de gestão do governo federal na pandemia. "Estamos à deriva. A educação brasileira não tem tido a orientação necessária para uma retomada mais organizada no País. A educação está sem orientação."
Há menos de um mês no cargo, o professor Milton Ribeiro ainda não apresentou uma política nacional para a volta das atividades.


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