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Para Terra, reforma não terá efeito esperado

Postada 11/08/2020



Na manhã de ontem, o governador Eduardo Leite protocolou sua proposta de reforma Tributária, composta por três projetos de lei, na Assembleia Legislativa gaúcha. Durante a tarde, em entrevista ao Grupo JM, o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), avaliou a ação do governo estadual e afirmou que, em sua opinião, não deverá alcançar o objetivo desejado.
“Dei uma olhada rápida nas propostas, não me aprofundei e não cheguei a debater o assunto, mas acho que é uma tentativa de recuperar as finanças do Estado que vem muito tarde. O fato de ter imposto essa quebradeira geral, esse lockdown totalmente sem sentido, e que não teve impacto nenhum na epidemia, essa perda de empregos, empobrecimento da população, já agravou muito a situação do Estado, que já não conseguia pagar em dia a folha antes, agora muito menos, apesar dos recursos repassados pelo governo federal, e que foram muitos, 
Segundo ele, não entendeu por que não foi feita uma avaliação preliminar do impacto de lockdown e do modelo de distanciamento controlado na economia do Estado e sobre o combate à pandemia. “Se evitou mortes ou não, que, em minha opinião, não evitou nenhuma, não reduziu um doente, antes de chegar a esse ponto. Acho que terá dificuldades em aprovar, que na prática é aumento de impostos sim, e o Rio Grande do Sul vai ficar muito pior do que estava.”
Na análise do deputado, o lockdown não funcionou em nenhum lugar do mundo, citando a marca de 100 mil mortes registrada no País, no último fim de semana, mesmo com a política de quarentena executada pelos governadores em todo o País. "O presidente não pode interferir, estava com as mãos amarradas para tomar decisões, o Supremo colocou a execução da política e as decisões estratégicas nas mãos dos governadores, que pegaram carona no medo."
Segundo o parlamentar gaúcho, que foi secretário de Saúde do Rio Grande de Sul por oito anos, e tem atuação na área há 40 anos, tendo contribuído para implantação do SUS no Estado, essa é a primeira vez na história que pessoas sadias são trancadas em casa e comércios fechados para combate de um vírus. "Conheço esse assunto muito bem, e sei que não tem impacto nenhum na epidemia, os cuidados individuais, pessoas usarem máscaras, lavarem as mãos, guardarem distâncias entre si, higienizando os locais de trabalho, como fizemos no H1N1, em 2009, em que não fechamos lojas e restaurantes", afirma o deputado.
Para ele, é urgente que sejam utilizados os protocolos científicos, ampliar a testagem da população, e reabrir o comércio e as escolas.
"Pode ver os contaminados de Ijuí, acho que mais de 500 pessoas que tiveram testes positivos, quantos foram contaminados em uma loja? Não tem, não existe. As pessoas estão sendo muito mais contaminadas fora de casa, do que dentro."
Questionado sobre os números que o País registra relacionados à covid-19, o deputado reafirmou que não há como fazer isolamento completo da população. "Veja bem, 50% da população tem que trabalhar, porque senão iremos morrer de fome. A não ser que se faça uma supressão, é como se tivéssemos que colocar todas as pessoas em uma nave espacial e mandá-la para perto da lua, para não entrar nada de fora."


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