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Educação

“O ano letivo não será perdido”, afirma Souza

Postada 06/08/2020



O ano letivo de 2020 nas escolas estaduais de abrangência da 36ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) será concluído em 16 de dezembro. A informação é do coordenador Cláudio de Souza. Segundo ele, o novo calendário escolar levará em conta a validação do ensino não presencial para o seguimento das atividades pedagógicas. O assunto foi tema de uma videoconferência com os diretores e coordenadores pedagógicos das 60 escolas de abrangência da 36ª CRE. 
A elaboração do calendário, segundo Souza, levou em consideração os 200 dias letivos previstos na  Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB 9394/96) e será dividido por semestre.
"O primeiro semestre irá encerrar no dia 28 de agosto, com 118 dias, e o segundo, no dia 16 de dezembro, com 82 dias, totalizando os 200 dias letivos previstos, e os alunos terão duas avaliações", explica Souza, frisando que “não temos a previsão do retorno presencial, e, por enquanto, provas e atividades presenciais estão descartadas".
A avaliação dos alunos deverá ser feita de forma processual. "Cada professor terá autonomia para avaliar o estudante, levando em consideração o que ele aprendeu."
Em entrevista ao Grupo JM, Souza tratou de tranquilizar os estudantes da rede pública estadual, ao afirmar que o ano letivo de 2020 será concluído, apesar das restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus, que suspendeu as aulas presenciais, desde o mês de março.
"O ano letivo não vai ser perdido, apesar de todas as dificuldades que todas as redes estão passando, por esse período de adaptação", afirma. 
Outro processo debatido com os professores foi relativo à avaliação dos alunos. De acordo com Souza, na Educação Infantil será através de parecer; no Ensino Fundamental 1º e 2º ano, será um parecer contemplando todos os componentes curriculares; do 3º ao 5º Ano, os alunos serão avaliados por notas, sendo que serão três critérios - uma nota da professora titular, que vai englobar os componentes curriculares de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Geografia, História e Ensino Religioso; a segunda nota por produções interativas e a última de Educação Física.
Já a partir do 6º Ano até o Ensino Médio será por meio de notas em todos os componentes curriculares.Neste ano, a média para aprovação passou para 6 nas escolas estaduais. 
Ainda, de acordo com o coordenador, a maneira de avaliar a participação do estudante em sala de aula terá que ser modificada. “Nós estamos num ano atípico e totalmente diferente dos demais. É preciso avaliar com frequência os objetivos e as habilidades que queremos trabalhar com nossos alunos. É fundamental priorizar os conteúdos que deem continuidade à trajetória escolar deles”, explica, ressaltando que, neste período, é importante frisar que todos estão trabalhando para evitar a retenção de alunos. “Todos os alunos que entregarem as atividades realizadas ou que participam na plataforma serão aprovados. A avaliação vai estar muito alicerçada também nas aprendizagens socioemocionais. As lacunas das aprendizagens cognitivas serão recuperadas em 2021.”
Nesse sentido, os professores estão sendo orientados para que tenham discernimento e bom senso na condução de seus planejamentos. “Nossa orientação é para evitar a demasia de atividades, que os professores pensem em projetos interdisciplinares para facilitar a compreensão dos alunos nos objetos de conhecimento que precisam ser trabalhados, conforme a matriz de referência para o modelo híbrido. Os professores são os grandes heróis deste contexto pela necessidade de se reinventar, aprender coisas novas. Transformaram a sua casa em sala de aula, por isso, louvo o trabalho de cada professor e, da mesma forma, as famílias, que estão auxiliando os filhos em casa, um grande esforço dos pais e responsáveis que, muitas vezes, trabalham o dia todo e à noite. Acredito que a pandemia deixará heranças positivas para educação e uma delas é a relação família e escola, que se tornou muito mais próxima, o uso da ferramenta digital, no fazer pedagógico, e o respeito e valorização do verdadeiro papel do professor”, conclui. 


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