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Pais criam campanha para cirurgia do filho

Postada 31/07/2020



O menino Lucca David Baptista e Silva, da cidade de Ernestina, nasceu com displasia esquelética, uma má formação rara chamada hemimelia fibular, ou seja, falta um osso na perna, a fíbula, o que trouxe diversas consequências aos joelhos aos pés, e somente poderá fazer as atividades mais simples se passar por cirurgias, um tratamento com custo muito alto, com o qual os pais não têm condições financeiras de arcar.
O Sistema Único de Saúde (SUS) não disponibiliza o tratamento, sendo o único diagnóstico a amputação, o que a família não quer para o pequeno. 
Lucca necessita de duas cirurgias de alongamento ósseo, com um valor de cerca de R$ 150 mil. A primeira cirurgia deve ser feita antes do menino completar dois anos, o que irá acontecer em janeiro de 2021.
Segundo a mãe de Lucca, Cheila Baptista e Silva, já no primeiro exame morfológico foi possível descobrir as má- formações, mas no primeiro momento, a médica não sabia dizer os motivos do que se tratava. “Fomos pesquisando e pensamos que fosse nanismo, pelas formas que se apresentavam no morfológico, mas, então, a cada consulta aparecia algo novo, e os médicos começaram a nos preparar para a possibilidade de que ele não nascesse com vida, e, se nascesse, viesse a óbito, e ouvir isso nos doeu muito”, contou.
Com a ajuda da família de Cheila, Lucca foi levado para São Paulo, onde foram realizados novos exames e o médico disse que o menino sobreviveria, mas teria deformidades. “Perguntamos se as más-formações tinham a ver comigo ou com o pai do Lucca, e o médico disse que não, que ele tinha nos escolhido para ser os pais dele dessa maneira. Quando ele nasceu e já sabíamos como seria, fomos procurando ortopedista e exames genéticos. No primeiro mês de idade eu levei no ortopedista pelo SUS e eles falaram que daqui a 5 anos eu poderia voltar para que eles vissem o que poderia ser feito com a perna do meu filho, e eu não gostei dessa resposta. Pesquisei o melhor médico na região de Passo Fundo e levei ele, e lá, o médico nos disse que tínhamos 90% de chances de ter que amputar a perna do Lucca. Eu fiquei arrasada, e iniciei uma busca por procedimentos para ver o que podíamos fazer pra não amputar a perna dele”, explicou.
Aos poucos, a comunidade de Ernestina começou a se sensibilizar com a situação de Lucca e se mobilizaram para arrecadar fundos para o tratamento do menino. “Fizemos rifas e um jogo beneficente onde arrecadamos R$ 3 mil, e compartilhando a ação conseguimos chegar até o médico Richard Luzzi, em Curitiba, que nos deu uma luz, e nos deu três opções, amputar a perna do Lucca, deixar desse jeito e ele ter que se adaptar do jeito dele, ou fazer o alongamento ósseo para dar melhor qualidade de vida pra ele, o que é caro, então, começamos a campanha Caminhando com o Lucca, para arrecadar recursos”, relatou.
Para arrecadar o dinheiro necessário, além da campanha, o pai de Lucca, Jean Carlo Borges e Silva, começou a confeccionar máscaras e roupas para vender. Foi realizado um cachorro-quente beneficente, onde foi arrecadado cerca de R$ 6 mil, mais rifas estão sendo vendidas, uma vakinha on-line foi promovida e uma live foi realizada em prol de Lucca. A família está se organizando para realizar um cachorro-quente beneficente em Ijuí, onde mora a família do casal, que é natural da cidade. No total, a família já arrecadou R$ 30 mil.
Para contribuir com a campanha, basta fazer uma doação de qualquer valor através das contas na Caixa Econômica Federal, agência 3710, conta 9835-3 e no Sicredi, agência 0228, conta 90729-4.


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