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Dificuldades financeiras foram vencidas

Postada 31/07/2020



Diretora executiva do Hospital Bom Pastor, Rosane Schiavo é a funcionária mais antiga e acumula 35 anos de atuação. Filha de agricultores, se dedicou ao curso de Enfermagem, na Unijuí, e como era bolsista da Cotrijui – a partir de um convênio firmado pela Cooperativa com a Fidene -, teve a possibilidade de começar a trabalhar na Casa de Saúde a partir dos 21 anos. “Filhos de agricultores recebiam auxílio da Cooperativa e, em troca, tinham que prestar serviços durante o período não universitário. Assim que concluíssemos o curso, tínhamos o compromisso de atuar na rede Bom Pastor de hospitais. Então, em fevereiro de 1985, iniciei no Hospital de Coronel Barros, como enfermeira, responsável técnica da enfermagem e pelos serviços administrativos”, conta Rosane, lembrando que, na época, a instituição contava com poucos profissionais. Ela foi, posteriormente, transferida para Ijuí.
Ao Grupo JM, Rosane recordou conquistas – e a principal delas foi a construção do novo complexo – e também desafios. Entre eles, a dificuldade na qualificação técnica dos profissionais. Também, o esforço para fechar o caixa da instituição. "A área da saúde sempre enfrentou dificuldades, em função de os orçamentos serem insuficientes para as inúmeras demandas que o setor exige. Mas nunca ficamos de braços cruzados”, relata, lembrando que na década de 1990 o Hospital Bom Pastor passou por forte crise financeira, que levou a equipe a pensar no seu fechamento. “Mas junto com a diretoria, com as escolas, realizamos gincanas, jantares, bingos e sorteios para angariar recursos. Conseguimos equacionar a dívida e, depois, sonhar com algo maior. Theodorico Fricke era um dos grandes sonhadores, que não se conformava em ficarmos na atual estrutura, que era um hotel e foi adaptado para receber o hospital”, contou.
O espírito comunitário perdurou durante toda a história do hospital, como lembra a diretora. Tanto que o projeto estrutural arquitetônico da nova estrutura também foi custeado a partir de uma campanha realizada pelos agricultores. “A finalização do novo Bom Pastor representa um sonho realizado, que foi pensado no coletivo. Que contou com a ajuda de muitas mãos, da nossa comunidade e dos mais diversos segmentos. Estamos felizes em realizar a transferência, embora não imaginássemos que seria num momento como este, de pandemia. Mas precisamos ser resilientes e seguir”, disse, destacando que, nos próximos meses, a direção espera realizar um ato público para entrega oficial do complexo. No último sábado, uma despedida foi realizada pelos funcionários, na atual (e agora antiga) estrutura, que será entregue à Cotrijui. O prédio era cedido em regime de comodato.
Hoje, o hospital conta com 47 funcionários, mas, segundo Rosane, já existe um grupo de profissionais selecionados que será contratado gradativamente, conforme necessidade.


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