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Saúde

Instituto Materno-Fetal traz avanço tecnológico ao Estado

Postada 30/07/2020



Entrou em operação, neste mês, a primeira etapa do Instituto Materno-Fetal Celso Rigo da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. O projeto ocorre em parceria com a Associação Materno-Infantil de Barcelona, na Espanha, e conta com financiamento do empresário do setor alimentício, que dá nome ao Instituto, Celso Rigo, e que  fez a doação de R$ 4,5 milhões à iniciativa.
“O Instituto Materno-Fetal apresenta um avanço tecnológico que já está presente em alguns lugares do mundo. Por meio dele, iremos trabalhar toda a área materno-fetal, desde a concepção até depois do nascimento do bebê, atendendo, principalmente, crianças com anomalias. Hoje, já é possível realizarmos correções intra-útero”, explicou o cirurgião cardiovascular Fernando Lucchese, diretor médico dos hospitais Santo Antônio e São Francisco, do complexo Santa Casa, que está à frente do projeto na Capital.
Ao Grupo JM, Lucchese destacou que a primeira fase da iniciativa terá como foco o diagnóstico de doenças que podem surgir ainda dentro do útero, como cardiopatias congênitas, malformações neurológicas, dos aparelhos digestivo e urinário e alterações relacionadas a gestações de gêmeos. Tudo será feito em conexão com a Associação Materno-Infantil de Barcelona – uma das três maiores do mundo na área. “Tudo que é feito aqui, os profissionais de Barcelona acompanham e já fazem as correções necessárias, para que tenhamos, de forma mais rápida, habilidade nos procedimentos”, reforçou o médico. Também serão acompanhadas patologias típicas da gestação, que podem ameaçar mãe e filho, como, por exemplo, retardo de crescimento intrauterino, pré-eclâmpsia, infecções materno-fetais e prematuridade. 
A segunda fase, segundo Lucchese, deverá ser implantada no próximo mês e trata da cirurgia fetal, que contará com especialista que realizou formação em Barcelona, durante cinco anos, e que coordenará a área. Este procedimento, por sua vez, será realizado no Hospital Santa Clara, onde está a maternidade. "Nesta fase, podemos fazer correções intra-útero e também pequenas intervenções após o nascimento, para complementar o primeiro procedimento”, explicou o médico, destacando que 1% dos fetos nasce com alguma má formação.
“A intervenção é realizada com uma seleção muito clara dos pacientes, normalmente entre o terceiro e sexto mês de gestação. Mas há casos em que a correção é necessária mais tardiamente e próxima ao parto”, afirmou, lembrando que, somente no Hospital Santo Antônio, há 20 grávidas, hoje, aguardando para ter o filho e para que, em seguida, ele possa passar por uma correção cardíaca. “Isso é rotina. Só que muitas correções podem ser feitas dentro do útero, evitando uma cirurgia após o parto. Hoje, essa cirurgia fetal é feita em poucos centros, principalmente no Brasil, em São Paulo, de forma privada. O nosso Instituto atenderá pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), de convênios e particulares, dando oportunidade para que todas as gestantes tenham seus bebês com mais segurança”, comentou Lucchese. A Santa Casa, segundo ele, atende pacientes do Rio Grande do Sul e de mais 26 estados do País.


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