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TCU aponta gastos e ministro se defende

Postada 27/07/2020



O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, disse ontem que a pasta usou apenas um terço do orçamento destinado para o combate ao coronavírus para manter reservas para o segundo semestre. O Ministério da Saúde gastou somente 29% do dinheiro que recebeu para ações na pandemia, como informou um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU).
"Não é uma corrida de 100 metros e muito menos uma simples planilha de Excel", disse Pazuello em uma entrevista coletiva. "Nós estamos no meio do ano, ainda temos todo segundo semestre pela frente. Não posso não ter reservas."
De acordo com o relatório do TCU, o dinheiro recebido pela pasta deveria ser dividido assim: R$ 16 bilhões para os fundos municipais de saúde; R$ 9,9 bilhões para os fundos estaduais de saúde; R$ 11 bilhões em ações diretas do ministério como compra de respiradores, testes e equipamentos de proteção; R$ 542 milhões em transferências para o exterior para aquisição de insumos importados.
No entanto, segundo os auditores, dos R$ 38 bilhões, o ministério só pagou efetivamente R$ 11,4 bilhões, ou 29% de tudo o que recebeu para combater o coronavírus. O relatório destaca o que classifica como falta de critérios para a distribuição dos recursos por Estados.
O relatório cobra do Ministério da Saúde esclarecimentos sobre o funcionamento do gabinete de crise, dê mais informações sobre os critérios de distribuição de recursos a Estados e municípios; e explique as regras utilizadas para aquisição de insumos – como equipamentos, remédios e testes.
O documento está na pauta de julgamentos do TCU e faz parte de um acompanhamento feito pelos auditores das despesas do combate ao coronavírus. Ele foi concluído em 15 de julho e não fala em punição para os gestores do ministério.


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