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Lockdown é necessário no Estado, diz reitor

Postada 27/07/2020



Segundo o reitor da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), Pedro Hallal, a expectativa é que tenhamos, somente no primeiro semestre de 2021, uma vacina contra a covid-19. Protocolos de pesquisa estão em andamento, vacinas estão sendo testadas em tempo recorde, mas “não é algo que acontecerá em 10 ou 15 dias”. 
O que fazer, então, para frear a transmissão do novo coronavírus? Na avaliação do reitor, o isolamento social ainda é a melhor medida. “Somente duas coisas no mundo foram feitas e deram certo. A primeira está muito distante daqui e trata da testagem em massa e busca ativa de casos. É o modelo coreano. Neste caso, há uma identificação rápida de qualquer pessoa que tenha sintomas, mesmo que leves. O indivíduo faz o teste e, diante de um resultado positivo, 10 ou 12 contatos mais próximos são procurados pela equipe e todos testados. Esse foi um método que o Brasil e o Rio Grande do Sul perderam de fazer”, disse, lembrando que em lugares onde a medida foi aplicada,  a taxa de mortalidade é muito menor.
A segunda ação é o distanciamento social e, nas fases mais graves da doença, o lockdown – com confinamento total da população. “No momento em que o Estado está, com aumento no número de casos e óbitos, a recomendação para tentar estancar a transmissão é o lockdown. Não é uma proposta muito simpática, mas deu certo em lugares como Nova York, Milão e Paris, que fecharam completamente as portas quando a situação ficou crítica”, afirmou.
Hallal prefere não estipular que as próximas semanas serão decisivas. Na sua avaliação, num momento de pandemia, qualquer semana é importante.
Ao Grupo JM, ele lembrou que, ontem, teve início a sexta rodada da pesquisa gaúcha que busca verificar a evolução da covid-19 – projeto que tem o apoio da Unijuí. No Estado, o estudo está confirmado até a oitava fase. Em âmbito nacional, no entanto, a pesquisa foi cancelada pelo Ministério da Saúde. “De uma forma deselegante, por meio da mídia, o Ministério da Saúde comunicou que não pretendia dar continuidade à pesquisa. Não há nenhuma razão técnica, acadêmica ou científica para ter ocorrido esse cancelamento. Deve haver uma razão política. Mas aí é o próprio Ministério que precisa explicar”, disse, afirmando que a equipe não ficará de ‘braços cruzados’. “Assim que possível, daremos informações à comunidade, à imprensa, de novas fontes de financiamento ao estudo nacional, que não vai parar”, garantiu.
A chamada Epicovid foi realizada pela UFPel em três fases. Em cada etapa, foram entrevistados moradores de 133 municípios espalhados por todos os estados do Brasil. As cidades escolhidas são as maiores de cada uma das regiões intermediárias do País, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo, durante as três fases, foram entrevistadas quase 90 mil pessoas.


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