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Setor perde R$ 6 bilhões em quatro meses

Postada 20/07/2020



Os desdobramentos da pandemia do novo coronavírus em todo Brasil começam a ser sentidos também em outros setores da economia. Desde março, quando os primeiros casos da doença foram confirmados, o segmento do turismo perdeu R$ 122 bilhões, conforme estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Dados da entidade apontam que o Rio Grande do Sul acumulou perdas de R$ 6,62 bilhões no setor.
Os dados gaúchos também são divididos por mês. A maior perda ocorreu em maio. Já em junho, o prejuízo foi de R$ 1,89 bilhão, que é menor do que nos dois meses anteriores. É um esboço de recuperação, mesmo que bastante lenta. 
O economista da CNC, Fabio Bentes, responsável pelo estudo, revela que o impacto do novo coronavírus tem potencial para eliminar 727,8 mil postos de trabalho no setor até junho em função das medidas de isolamento social. E destaca que essa projeção pode ser confirmada a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Conforme Bentes, dos 21 setores da economia, o de alojamento e de alimentação - que envolve hotéis e restaurantes - foi o que mais "destruiu” postos de trabalho atingindo 11% da força de trabalho, ou seja, eliminou 211,7 mil postos formais de trabalho entre março e abril.
"Não tem na economia brasileira hoje quem esteja demitindo mais do que o setor de alojamento e alimentação. Justamente por conta dessa queda inimaginável há poucos meses", observa. Ao garantir que o turismo de 'longe é o que mais sofre', Bentes afirma que o setor é o para-choque da crise econômica deflagrada pelo início da pandemia.
No entanto, atividades turísticas voltaram a apresentar crescimento em maio, após quedas históricas em abril, avançando 6,6%. Porém, de acordo com o economista, quando comparado aos demais setores da economia, o turismo é o que se encontra mais distante do nível de atividade verificado antes da pandemia (-66% em relação a fevereiro deste ano). “Assim como nas pesquisas do IBGE relativas à indústria e ao comércio, as empresas que compõem as atividades turísticas enfrentaram a fase mais aguda da crise pandêmica no mês de abril”, afirma o economista. “A tendência é que o faturamento real do setor encolha 39% em 2020, com perspectiva de volta ao nível pré-pandemia somente no terceiro trimestre de 2023.” 


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