Notícia

Saúde

Rede municipal terá cloroquina à disposição

Postada 16/07/2020



O uso da cloroquina no tratamento de pacientes com Covid-19 foi debatido, ontem, pelo secretário municipal de Saúde, Marco Atkinson, pela equipe médica e coordenadores de serviços estratégicos do município – como o Centro de Triagem e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A ideia é que, em breve, o medicamento esteja disponível aos profissionais que quiserem receitá-lo, com anuência do paciente.
“Desta reunião saíram informações um pouco distorcidas, como se a Secretaria de Saúde fosse passar a distribuir a cloroquina e aderir ao tratamento. E não é bem assim. Nós ainda não temos, seja no Estado, no País ou no mundo, informações sobre a efetividade dessa medicação. Não há uma comprovação científica e os médicos da cidade divergem sobre o seu uso. Nós, da Secretaria de Saúde, não iremos entrar na discussão técnica. Trata-se de uma prerrogativa médica. O que faremos, enquanto gestores, é ter o medicamento disponível na nossa rede, que é comum a outras patologias”, explicou o secretário.
Como trata-se de uma decisão médica, segundo o secretário, não haverá um protocolo para utilização adotado pelo Município – o que implicaria na definição de formas de utilização, quantidade e aquisição. 
O secretário disse que a cloroquina já faz parte do rol de medicamentos, mas admitiu que, neste momento, não há estoque na cidade. Ijuí fez uma adesão junto ao Ministério da Saúde para receber certa quantidade, nos próximos dias.
“Não queremos incentivar a automedicação e nem o uso desse medicamento. Informalmente nós sabemos que as pessoas estão recorrendo às farmácias, em busca da cloroquina. Mas não é isso. Nós recomendamos sempre a busca por um profissional médico. E ficará a critério dele o uso desse tratamento”, reforçou.
Com uso defendido pelo presidente Jair Bolsonaro, a cloroquina não é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, não foi possível demonstrar qualquer benefício em pacientes com coronavírus. "Nos nossos estudos observacionais, não vimos nenhuma mudança positiva entre aqueles que tomaram o medicamento", reforçou o diretor de emergências.


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