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Saúde

Famurs quer política a pequenos hospitais

Postada 14/07/2020



Como vice-presidente da Federação das Associações de Municípios do Estado (Famurs), Eduardo Buzatti tem defendido uma política de valorização e manutenção dos pequenos hospitais no Rio Grande do Sul. Ontem mesmo, o tema foi apresentado e discutido em uma videoconferência, realizada com a diretoria da Famurs, e numa assembleia geral que reuniu os presidentes das associações gaúchas.
“Cada vice-presidente foi convidado a expor um tema que gostaria de trabalhar. E eu quero focar nos Hospitais de Pequeno Porte (HPPs). A Famurs é a terceira força política do Estado e tem uma equipe técnica especializada, que acompanha a política de saúde do Rio Grande do Sul há vários e vários anos. No passado, nós até chegamos a ter uma política de atendimento a estas unidades, mas o governo anterior não deu sequência e abandonou a ideia. Neste governo, não temos uma política específica, ainda”, destacou Buzatti, que também é prefeito de Pejuçara.
Exemplificando o apoio buscado, Buzatti recorda o ano de 2014, quando foi assinado com o Hospital de Pejuçara, que é de pequeno porte e possui 19 leitos, um programa chamado de Portas Abertas. Por meio dele, a instituição recebia cerca de R$ 42 mil mensais, capazes de manter os atendimentos e plantões à comunidade. O governo passado, no entanto, acabou com a iniciativa, que auxiliou o hospital do município por um ano. 
“O hospital conseguia se manter com esse valor, que era, na verdade, um grão de areia perto do montante que é aplicado na saúde”, reforçou Buzatti, lembrando que as pequenas comunidades não podem ficar reféns de hospitais regionais, apenas, para o primeiro atendimento. Pejuçara, por exemplo, tem como referência o Hospital de Caridade de Ijuí (HCI), distante aproximadamente 35 km. “Apesar de ser curta a distância, temos uma BR-285 movimentada. E há municípios com uma distância muito maior a percorrer.”
Se a situação se mantiver como está, há a possibilidade de os pequenos hospitais fecharem e as comunidades poderem contar apenas com os hospitais de referência. “Eu acho, e  40% dos prefeitos que têm menos de cinco mil habitantes concorda, que é suicídio deixar de dar os primeiros socorros nos seus municípios, contando apenas com hospitais de referência, que vivem superlotados”, disse. O debate, como destaca, terá sequência na Famurs e entre os pequenos municípios.


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