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Picoli quer compreender melhor novidades no elenco

Postada 14/07/2020



O São Luiz realizou um treino físico e técnico ontem no campo do Ijuí da Linha 8 Leste. A equipe entra numa semana decisiva de preparação para a retomada do Campeonato Gaúcho. O técnico Antônio Picoli em entrevista ao Jornal da Manhã lembrou das restrições em função do protocolo do Governo do Estado que limitam um pouco o trabalho. O treinador disse que ainda não estruturou muito a ideia da parte tática. Quer entender que tipo de sistema vai colocar em prática, precisa compreender melhor algumas novidades trazidas, para que consiga preparar essa próxima cara de time. Lembrou que hoje é praticamente impossível falar como vai jogar a equipe.
Picoli salientou que o São Luiz está mesclando o clube com jogadores que tem conhecimento em termos de acesso com atletas já experientes neste tipo de situação. Ele lançou o zagueiro Gutierrez que está vindo do futebol paulista, do Capivariano. Citou a velocidade do defensor como uma das importantes características.O jogador foi a novidade nos trabalhos. O São Luiz ainda aguarda a liberação das autoridades municipais para realizar os treinos com contato físico.O elenco ainda não tem o goleiro Lúcio. Hoje pela manhã ele realiza nova testagem para Covid-19. O goleiro Gabriel pode estar voltando ao clube.


JM – Como vê a retomada do São Luiz? 
Picoli – Na verdade toda a retomada ela exige um tipo de cuidado e um recomeço após mais de 100 dias sem trabalho, você imagina como deve ser conduzido. Nós estamos dentro das nossas possibilidades, encontrando uma maneira de trabalhar com o grupo que temos em mãos. Evidentemente que a gente têm algumas restrições em função de protocolos, em função do decreto do governador e a gente vai aos poucos encontrando uma forma de conduzir os trabalhos pensando já nesta retomada da competição na próxima semana. O grupo está ganhando corpo, uma cara nova, com algumas novidades. Eu diria que nessa semana a gente começa a entender um pouco melhor como vai desenhar essa possibilidade de equipe ainda. Ele acredita em público nos Estádios só em 2021.
JM – O desenho tático de um time com pouco tempo de treino é muito complicado. Como trabalhar isso?
Picoli – A gente está preparando um material visual, alguns vídeos para conseguir acelerar o processo, mas não é uma tarefa das mais comuns, porém, é algo que todos os treinadores vão de alguma forma encontrar uma maneira inteligente de fazer o melhor possível. Claro, que quando a gente fala de competição sabe que tem outros componentes que entram em campo ali na proximidade do jogo ou até mesmo na partida. A gente vai de alguma forma equilibrando todas essas situações, acredito sinceramente numa condição de trabalho dentro daquilo que  é possível nesses próximos dias, bem interessante para os jogos.
JM- Quais os principais desafios de você e dos demais integrantes da comissão técnica neste momento, como tem sentido o atleta no dia a dia?
Picoli- O componente emocional é outra situação que me desafia neste momento. A gente não tem assim uma experiência anterior em relação a essa situação. É claro que a gente vai também dentro daquilo que tem de experiência em termos de vivência dentro do futebol, buscando mostrar ao atleta o quanto é importante também ter um pouco mais de calma, de consciência, importante que eles compreendam um pouco mais determinados trabalhos. A gente tem uma limitação de treinos, mas procuramos colocar dentro dessa limitação que eles compreendam situações que podem ser apresentadas no jogo. Dessa forma vamos integrando eles no processo. Mostramos que é uma situação impar, que algo que a gente acaba evoluindo assim que sai da zona de conforto. Precisamos criar novas formas de trabalho e eles novas formas de compreender o que está sendo feito. Com todos esses pequenos detalhes, vamos buscando algumas pequenas vitórias a cada dia para que eles na parte emocional, possam compreender tudo isso que está acontecendo e não se esconder por trás dessa situação. De repente já ter o discurso pronto, passamos por isso, não deu tempo para treinar. Precisamos colocar para eles que todas as vezes que evoluímos nas nossas vidas é porque saímos da zona de conforto. Sair dessa situação é quando você começa a arriscar um pouco mais, começa a fazer coisas que não tinha feito antes. No São Luiz nestas duas semanas que trabalhamos de foma muito desafiadora, o grupo compreendeu bem. Vamos ver na prática, mais próximo dos jogos.


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