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Rural

Tecnologia reduz custos e melhora comunicação

Postada 13/07/2020



As novas tecnologias já mudaram radicalmente a forma de plantar. Agora, com foco no céu, produtores rurais estão cada vez mais conectados em celulares e tabletes para o monitoramento da safra. Estudo realizado com 750 agricultores, de cinco culturas diferentes e 11 estados, sobre suas tomadas de decisão e comportamento na Era Digital, concluído em fevereiro deste ano, mostrou que 85% deles usa o aplicativo de mensagens WhatsApp diariamente para fins relacionados à agricultura, que 36% fazem compras pela internet para a fazenda e que um em cada três já considera vender sua produção online.
Agora, por causa das medidas de isolamento social impostas pelo novo coronavírus, o uso dessas ferramentas cresceu, já que muitos consultores agrícolas tiveram que reduzir a circulação em áreas de cultivo, o que torna essencial o uso da tecnologia na checagem das condições das lavouras, e diminuir o contato com o produtor, disse o gerente do Departamento Técnico Agronômico da Cotripal, Denio Oerlecke
“Nós já vínhamos usando aplicativos, como WhatsApp, mas com certeza se intensificou muito mais o uso com a pandemia. Isso fez com que alguns produtores aprendessem a utilizar essas ferramentas, pois elas encurtam distâncias e aumentam a rapidez nas ações.”
Segundo os especialistas, o Brasil é considerado o segundo maior mercado de agricultura digital depois dos Estados Unidos e a adesão às novas tecnologias, que antes era vista como uma questão de competitividade, agora também é uma necessidade. “Em julho sempre tínhamos reuniões com os produtores, onde passávamos informações sobre a cultura do trigo. A partir de agora, estamos programando essas atividades na nossa página, onde o associado poderá ter acesso a essas informações no horário que ele quiser”, ressalta Oerlecke.
No entanto, o uso de novas tecnologias também impacta diretamente na produção e neste cenário. Aplicar bem o investimento, além de otimizar o tempo, diminui mão de obra, respeitando o distanciamento social.
O produtor de grãos Tiago Sartori, de Pejuçara, já tem as novas tecnologias incluídas nos processos de produção. Usuário de sistemas de irrigação, ele tem nas palmas das mãos aplicativos que lhe dão informações de monitoramento de mapas, outro que controla a quantidade de água em que cada plantio. Desde que começou a usar estas ferramentas, viu sua a produção de milho, por exemplo, passar de 200 para 230 sacas por hectare.
“Mas o importante é fazer o que funciona, o que faz diferença na tua propriedade, ou seja, o que traz produtividade e deixa a tua margem melhor, como qualquer outro negócio”, disse, lembrando que o produtor deve sempre verificar o custo benefício do uso da tecnologia, visto que ferramentas digitais têm altos custos. “Não dá para você aderir a todas as tecnologias ao mesmo tempo. Eu ainda preciso interligar o monitoramento da colheita e o monitoramento de plantio”, acrescentou.
Para Sartori, a pandemia do novo coronavírus fará com que a evolução tecnológica seja acelerada no setor, principalmente no item de comunicação de dados. “Não tenho dúvida que, em decorrência da pandemia, iremos evoluir uns cinco anos no quesito de comunicação, tecnologia. O WhastsApp é uma tecnologia que temos percebido que os produtores têm aderido, pela forma de profissional que ela pode ser usada para o negócio”, finaliza. 


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