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Economia

'Gasto não é condizente com País', diz ministro

Postada 13/07/2020



O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, afirmou que o gasto militar brasileiro "não é condizente à estatura do País".
Assim, ele afirmou que o texto revisado da Estratégia Nacional de Defesa, que está pronto e será enviado ao Congresso na próxima semana, terá como meta uma elevação ao patamar de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) o dispêndio com o setor.
Hoje, o País gasta cerca de 1,3% do PIB com defesa. No ano passado, contudo, dos R$ 109,9 bilhões destinados ao setor, R$ 80 bilhões foram para pagamento de pessoal, R$ 47,7 bilhões desses aos inativos.
"O único oxigênio que falta para a gente é a questão orçamentária", afirmou. A meta de 2% do PIB já havia sido citada várias vezes pelo ministério, e é baseada no padrão que a Otan (aliança militar ocidental) adota.
Ocorre que a meta da Otan só é atingida por 7 de seus 29 membros, gerando pressões por parte do principal sócio do clube, os Estados Unidos, para que outros países a atinjam. No grupo, inativos não entram na conta.
Azevedo, por outro lado, ressalvou que os orçamentos militares foram preservados em 2019 e 2020, até aqui, embora ele não saiba ainda o impacto da pandemia da Covid-19 sobre o gasto público daqui para a frente.
Os militares foram privilegiados. A área teve o maior reforço de caixa da Esplanada, com R$ 6,3 bilhões a mais gastos em relação a seu orçamento original no primeiro ano do governo do capitão reforado do Exército, Jair Bolsonaro.
Azevedo disse ter ficado satisfeito em 2019, quando conseguiu ver aprovada a polêmica reestruturação da carreira militar e a reforma previdenciária da categoria. Queria focar em reequipamento das Forças neste ano, mas não sabe se isso será possível com a Covid-19.
"Estamos muito defasados em capacidade operacional", afirmou, apesar dos avanços nos programas estratégicos da Marinha, com novos submarinos, e da Força Aérea, com o caça Gripen e o cargueiro KC-390. "Não há declarações políticas de militares da ativa. Eu sou o representante político das Forças".
Ele não foi nem questionado, nem elaborou, sobre os estágios mais graves da crise.


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