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Economia

Comércio começa a reagir frente à crise

Postada 09/07/2020



A atividade do comércio trouxe números positivos em junho, registrando aumento de 15,6%, na comparação a maio deste ano, de acordo com o Indicador da Receita Federal. Em maio, dados mostraram que o comércio registrou aumento de 10,3%.
Os números apontam para uma reação da economia, após os efeitos causados pela pandemia do novo coronavírus e novamente foi puxada pelo segmento de material de construção. “Parte da população que está mais em casa pode ter encontrado tempo e necessidade de executar pequenas obras, reparos e manutenções, por isso, o movimento positivo neste setor”, ressalta a economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.
Por outro lado, o segmento de vestuário tem sido um dos mais afetados pela crise da Covid-19, em decorrência das ações de fechamento do comércio não essencial. A Fecomércio-RS divulgou na última terça-feira, sua sondagem de segmentos para vestuário e o destaque, mais uma vez, foi as questões relacionadas ao novo coronavírus.
De acordo com a sondagem, apenas 3,1% dos entrevistados reportaram ganhos no período. Entre os respondentes, 41,1% reportou ter perdas superiores a 50% e 1,0% afirmou que seu negócio estava fechado. Entre os entrevistados, 83,1% aplicou alguma medida para aumentar ou evitar a queda das suas vendas nesse período.
“A pandemia pegou a população de surpresa. Chegou de repente e simplesmente não sabemos quando tudo isso vai acabar. Entretanto, já ficou muito claro que o comércio varejista está entre os grandes perdedores dessa crise e o segmento de varejo de vestuário foi um dos mais prejudicados”, afirmou o presidente da Fecomércio-RS Luiz Carlos Bohn ao Grupo JM.
No entanto, ele destaca que a pior parte da crise econômica já passou. "Tivemos em março uma redução de 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Em junho, a queda foi 14% em comparação a 2019. Então está reagindo."
 Na entrevista, Bohn destacou  as sugestões encaminhadas ao secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco Leal, relativas a ajustes das regras trabalhistas no período de combate à Covid-19. No entendimento do presidente, a atualização na legislação se faz necessária, pois as medidas tomadas até o momento para flexibilizar os contratos de trabalho e permitir a redução da suspensão da jornada, embora tenham sido importantes durante os últimos meses, não são suficientes para acompanhar a velocidade nas liberações e restrições locais, que impõem a redução no número de funcionários por estabelecimento ou até mesmo impedem o seu funcionamento temporariamente. "Estamos com situação de 450 mil contratos de trabalho suspensos, que agora terminou este prazo. Se isso não for prorrogado, ou a empresa consegue mantê-los ou ela terá que fazer o desligamento, o que é muito doloroso para todos. Já temos mais de 123 mil demissões de março a maio e isso é um custo muito grande para o governo, já que essas pessoas vão utilizar o seguro desemprego. Então propomos que seja prorrogado, que as medidas sejam mais flexibilizadas."
O presidente defendeu que o retorno ao trabalho deve ocorrer, mesmo em regiões com bandeira vermelha. "As empresas devem estar minimamente abertas, com todos os cuidados de saúde, porque não existe essa diferenciação entre saúde, vida e economia. Uma é consequência da outra. Se não tivermos uma economia saudável não haverá recursos para a Saúde."


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