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Política

Governo estuda criar novo programa de renda

Postada 06/07/2020



Na manhã de ontem, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, concedeu entrevista ao Grupo JM, e falou sobre o auxílio emergencial, benefício que está sendo pago pelo governo aos desempregados, trabalhadores sem carteira assinada, autônomos, MEIs por causa da pandemia de Covid-19.
Na terça-feira, o presidente da República, Jair Bolsonaro, assinou a prorrogação do auxílio emergencial de R$ 600. O decreto prevê a prorrogação por mais dois meses. Inicialmente, o benefício foi criado para ter três parcelas, mas o governo decidiu prorrogar o auxílio por mais duas parcelas.
"Estamos completando 75 milhões de brasileiros que receberam parcelas do auxílio emergencial,  a maioria, 51 milhões, na parcela 3. Encontramos, ao longo desses meses, mais de 140 milhões de CPFs,  dos quais 65 milhões são ilegíveis. Descontando o Bolsa Família, que hoje tem o maior número de beneficiários da história, com 14,2 milhões de famílias e 19 milhões de beneficiários, 25 milhões são invisíveis, que nunca estiveram em programas de governo, nem inseridos no Cadastro Único, que tem 75 milhões de pessoas, que hoje estão bancalizadas e isso permitirá que no futuro a gente possa ter programas específicos a essas pessoas", avaliou. 
Somados esses invisíveis informais aos mais de oito milhões de MEIs e aos contribuintes do INSS, ao todo são 35 milhões de pessoas atendidas neste momento, afirma Lorenzoni. "Assim que sairmos da pandemia, vamos buscar mecanismos para dar melhores condições de vida às pessoas."
Questionado, Onyx afirmou que sua pasta trabalha junto ao governo federal pela criação de um programa de renda mínima, que dê tranquilidade às famílias, gerando uma rede de proteção. Ele lembra que a renda média do Bolsa Família atualmente é de R$ 192, e que por muito tempo o programa foi usado como pescaria eleitoral.
"Um valor, para quem não tem nada, importante, mas que permite somente a subsistência da família, precisamos melhorar e usar a estrutura do Sistema Único de Assistência Social (Suas) para estimular essas famílias para que possam progredir e a renda subir, com melhores condições de vida."
Disse ainda que, o Bolsa Família tem mais de uma década e que é preciso corrigir equívocos e ajustar falhas no programa, ampliando sua dimensão.


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