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Saúde

Ijuí pode trocar imóveis por dívidas na saúde

Postada 06/07/2020



Secretário municipal de Saúde, Marco Atkinson disse, ontem, que o poder Executivo tem interesse em aderir ao programa Negocia RS, lançado na última semana e que permite a troca de imóveis do Estado por dívidas que o governo tem na área da saúde. O objetivo da iniciativa é sanar mais de R$ 466 milhões em valores não empenhados entre os anos de 2014 e 2018.
“Esse programa já vinha sendo tratado e, na última semana, foi oficializado. Dentro deste período, o Município tem cerca de R$ 2,6 milhões a receber. E há interesse, sim, em aderir ao programa. Tanto que há uma negociação aberta, pelo próprio prefeito, Valdir Heck, que para prosseguir precisava da oficialização”, destacou o secretário, lembrando que os valores, a partir de 2018, vêm sendo pagos pelo atual governo.
Quanto ao Negocia RS, há imóveis de interesse do Município, a exemplo da sede do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) e do local onde está instalada a 36ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRE). “Se forem nestas condições, ou seja, se houver acordo diante dos imóveis citados, temos, sim, interesse. Mas, claro, o Executivo precisa fazer uma avaliação minuciosa dos imóveis com relação a valores, para que se verifique a viabilidade da utilização destes locais posteriormente.”
Ao Grupo JM, o secretário falou ainda do trabalho que vem sendo realizado no enfrentando à Covid-19. Até ontem, eram 237 casos confirmados em Ijuí. “Nos últimos dias tivemos uma grande movimentação em relação a isso, com várias polêmicas relacionadas a ações, atitudes que a gente tem tomado, no sentido de estancar a alta exponencial do número de casos. Passamos de 18 infectados no início do mês de junho, para mais de 200. Precisamos ter ações, medidas de contenção para que, ali na frente, possamos dar conta do atendimento a todos os pacientes.”
Como lembra o secretário, Ijuí tem se segurado na bandeira laranja em razão do baixo número de internações. “Precisamos manter um número aceitável de casos, que pode crescer, mas de forma suportável pela área da Saúde. E isso tem acontencido, tanto que temos um número maior de recuperados (142, até ontem) do que de pessoas em recuperação (94).”


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