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Saúde

Planos de saúde mantêm estabilidade

Postada 06/07/2020



Recentemente, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou a segunda edição do Boletim Covid-19, que apresenta dados do monitoramento do setor de planos de saúde durante a pandemia. A publicação, que traz números atualizados até o mês de maio, parte de informações coletadas junto a uma amostra significativa de operadoras.
“A divulgação tem o intuito de dar mais transparência aos dados que a Agência vêm coletando junto às operadoras de planos de saúde. Nosso principal objetivo é avaliar os impactos do novo coronavírus, analisando dados sociais e econômico-financeiros. Neste último boletim, também apresentamos informações sobre as reclamações dos beneficiários”, explicou o diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, Paulo Rebello, ao Grupo JM. Os dados assistenciais refletem as informações enviadas por 50 operadoras classificadas como verticalizadas, ou seja, que possuem hospitais próprios. Já os dados econômico-financeiros registram as informações enviadas por 102 operadoras que atendem 74% dos consumidores de planos de saúde médico-hospitalares.
De acordo com Rebello, até o momento, os dados apurados demonstram que a pandemia não trouxe impactos significativos para o setor. Eles apontam para certa estabilidade. “Quanto ao aspecto assistencial, observamos que, no mês de maio, houve uma leve retomada das consultas em pronto-socorros, não relacionadas à Covid-19. Também houve uma procura maior por exames e terapias realizadas fora do ambiente hospitalar. Agora, se compararmos ao mesmo período do ano passado, os números ainda são bem inferiores”, destacou o diretor.
Ainda não houve, também, variação no percentual de inadimplência. Segundo Rebello, no mês de abril, quando iniciou a coleta de informações pela ANS, havia uma taxa de 9% de inadimplência – média considerada histórica no setor. No mês de maio, esse valor passou para 11%. "Há um aumento pontual, mas estamos observando e acompanhando essa evolução”, reforçou.
Questionado, o diretor afirmou que, assim como para outros setores, a pandemia trouxe grandes desafios para a área da saúde suplementar. Em razão disso, a ANS vem dialogando com as autoridades sanitárias do País, conversando com as operadoras de planos de saúde, representantes dos prestadores de serviços e profissionais de saúde, além dos órgãos de defesa do consumidor, buscando encontrar uma "resposta brasileira" ao coronavírus. “Por conta do risco de contaminação, notamos uma mudança no comportamento dos beneficiários. Eles passaram a realizar menos procedimentos eletivos e isso nos preocupa, porque esse procedimento pode trazer prejuízos à saúde dos usuários. Por isso, a Agência tem orientado as pessoas a manterem o contato com os profissionais de saúde, a usar recursos de telemedicina, sempre que for possível. Sem deixar de realizar o tratamento continuado”, disse.
Quanto às reclamações, do início de março até 15 de junho, foram contabilizadas 7.149 solicitações de informação e 4.701 queixas relacionadas ao tema coronavírus.  Do total de reclamações, 36% (1,7 mil) se referem a dificuldades assistenciais relativas ao exame para detecção ou tratamento da Covid-19. Outros 43% tratam de problemas relacionados a outras assistências afetadas pela pandemia e 21% são temas não assistenciais (contratos e regulamentos, por exemplo). Segundo o diretor, o número de reclamações nos meses de abril e maio fica abaixo das demandas registradas em 2019. 


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