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Política

Para Lasier, Alcolumbre cede à pressão de bancos

Postada 02/07/2020



Um projeto que limita a cobrança de juros do cartão de crédito e do cheque especial tem provocado turbulência no Senado. De um lado, um grupo de senadores argumenta que a crise causada pela pandemia obriga o setor financeiro a dar sua cota de sacrifício para ajudar a parcela da população mais afetada pela crise econômica. Do outro, parlamentares que enxergam na proposta uma interferência indevida do Legislativo no mercado. Entre eles, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), pressionado por ambas as partes, e os bancos, que tentam convencer os senadores a sepultar a iniciativa.
A polêmica gira em torno do projeto de lei 1.166/2020, apresentado pelo líder do Podemos no Senado, Alvaro Dias (PR), que limita a 20% ao ano os juros cobrados sobre dívidas contraídas entre março de 2020 e julho de 2021. O relator, senador Lasier Martins (Podemos-RS), avalizou a proposta, mas elevou o teto para 30%. O texto estava na pauta do dia 14 de maio. Mas foi retirado em cima da hora por Alcolumbre, que alegou que não havia consenso para a votação. O senador abriu novo prazo para emendas e, por enquanto, não há sinal de que a proposição voltará ao plenário.
"Queremos proteger aqueles milhões de brasileiros que estão perdendo dinheiro em razão da pandemia ou que estão tendo diminuição considerável em suas rendas, e pessoas que contraíram dívidas pelo cartão de crédito e cheque especial", explica Lasier, ao Grupo JM, acrescentando que essa dívida, ao ser corrigida, tem acréscimo de 150 a 300%.
A proposta é que a taxa de juros seja reduzida até o dia 31 de dezembro, data em que vigora o decreto da calamidade pública no País. "A pressão dos bancos é violenta, eu mesmo deixei de atender alguns. A Febraban pedindo que retirasse, e o Banco Central, Carrefour, Lojas Renner, que têm lojas no cartão, dizendo que vai desestimular, as mais absurdas alegações, mas mantivemos", afirma. "Davi está sofrendo pressão e está cedendo, adiou por duas vezes. Na reunião de líderes na semana passada, vários senadores estão de acordo com o projeto e insistiram para que coloque em pauta, então, estamos esperando. Davi faz de tudo para adiar isso, pressionado pelos bancos."


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