Notícia

Saúde

HCI sente impacto da falta de medicamentos

Postada 30/06/2020



A falta de medicamentos em instituições hospitalares tem preocupado a Federação das Associações de Municípios do Estado (Famurs) e a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficientes, Filantrópicos e Religiosos do Rio Grande do Sul. Em nota, as entidades chamam a atenção para a alta demanda por medicamentos que compõem o kit de entubação, utilizado nas UTIs destinadas aos pacientes com Covid-19. Os produtos utilizados, nos últimos três meses, já equivalem à totalidade do que foi aplicado em todo o ano de 2019.
Ocorre que o acesso a tais medicamentos no mercado farmacêutico tem sido inviabilizado por duas causas principais: a primeira, a alta demanda; e, a segunda, os preços elevados. 
Segundo o novo presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado (Cremers), Carlos Isaia Filho, há três semanas a entidade médica já começava a receber informações de profissionais, principalmente de Porto Alegre e região metropolitana, sobre a falta de remédios essenciais, tipo sedativos, que podem ser utilizados em pacientes com o novo coronavírus. "Imediatamente emitimos uma nota, alertando autoridades federais e estaduais sobre essa falta. Ocorre que temos quatro laboratórios nacionais, fabricando estes remédios. Dois deles são multinacionais. Ou seja, a fabricação não fica toda no País, ela é exportada. A Anvisa inclusive elaborou uma solicitação aos laboratórios, para que, antes de exportar, tivessem uma licença especial. Existem, hoje, pontos com estoques baixos”, disse.
Esse problema já começa a refletir em Ijuí e no Hospital de Caridade (HCI) que, assim como outras instituições gaúchas, foi forçada a suspender cirurgias eletivas. Segundo o diretor técnico do HCI, médico Daniel Schroder, o hospital está com o estoque baixo, principalmente de anestésicos e sedativos, usados em procedimentos com anestesia e em pacientes entubados. A decisão foi cancelar, a partir desta segunda-feira, as cirurgias eletivas - aquelas que não são urgentes, até regularizar o mercado, que não tem medicamento a pronta-entrega.  Estão mantidos os procedimentos que envolvem pacientes oncológicos e cardiopatas (doenças do coração), ou seja, os casos urgentes. Os dois serviços, Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) e o Instituto do Coração (Incor) envolvem pacientes de mais de 100 municípios da macrorregião.
"Com a suspensão de outros procedimentos que demandam entubação e anestesia geral, conseguimos priorizar os pacientes urgentes. Temos reavaliado a situação diariamente e feito uma busca ativa de fornecedores. O que mais faltam são os bloqueadores neuromusculares e os opioides. Felizmente ainda tínhamos um estoque dos básicos, mas, daqui a pouco, poderemos ter que cancelar outras cirurgias", avalia o diretor técnico do HCI. 


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