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Educação

Os desafios de ensinar e aprender na quarentena

Postada 29/06/2020



Sem aulas presenciais no Rio Grande do Sul devido à pandemia do novo coronavírus, as escolas tiveram que desenvolver iniciativas para que os alunos não fiquem sem atividades. Mesmo assim, muitos estudantes não conseguem acompanhar os conteúdos por falta de acesso à internet, em especial os alunos das escolas rurais. Neste período diversos recursos foram utilizados pelos professores, desde a distribuição presencial de tarefas e materiais didáticos aos pais ou responsáveis, para quem não tem acesso à internet, até a utilização de plataformas digitais e rede sociais, como Facebook e Whatsapp, aplicativos, blogs e jogos interativos.
Em todo o RS, são estimadas 37 mil turmas nas atividades remotas, com mais de 300 mil ambientes virtuais divididos por disciplinas.
Na Escola de Ensino Fundamental Santana uma série de atividades não presenciais estão sendo realizados com os alunos. O objetivo da ação é assegurar que as crianças não percam o vínculo com seus professores e suas instituições de ensino, mesmo em tempos de distanciamento social. 
A diretora do educandário, Tatiana Mrozinski Siekierski, explica que os trabalhos sugeridos levam em consideração a realidade de cada aluno, alguns dos detalhes observados são onde moram ou se possuem ou não acesso à internet. “Durante este período de aulas remotas, estamos vivenciando experiências novas de aprendizagem, onde os alunos precisam se adaptar com os novos meios digitais de ensino assim como os professores. Certamente essa experiência será positiva no sentido que os alunos, além da aprendizagem dos conteúdos, estão aprendendo a ter autonomia e responsabilidade com suas tarefas.”
Segundo ela, a escola possui 80 alunos, e destes, 69% possuem internet fixa, 20% internet móvel e 11% não têm acesso, o que representa cerca de nove alunos. “A escola mantém contato com esses alunos que possuem internet e todos estão recebendo o material. Na última semana, estávamos imprimindo as atividades para cerca de 50% dos alunos, mas acredito que a partir do uso da plataforma esse número vai diminuir, pois essa ferramenta do Google permite outras possibilidades de acesso aos conteúdos. Mas os estudantes da Educação Infantil e das Séries Iniciais ainda irão receber as atividades impressas como uma forma de complementar a plataforma Google Sala de Aula”. 
Para Tatiana, até o momento a maior dificuldade enfrentada pelos professores, alunos e pais é o funcionamento da plataforma digital. “As dificuldades estão no funcionamento da plataforma, ou seja, como postar uma atividade, ou como fazer a devolutiva para os professores. Essas  funcionalidades que ainda temos que trabalhar, mas acredito que essas dificuldades serão superadas, porque os professores estão realizando formação através de webconferência. Os pais e alunos estamos trabalhando com vídeos educativos através do Whatsapp. Está sendo um período de ambientalização, mas vejo de forma positiva, pois todos estão respondendo muito bem”. 
Ela  também frisa que 2020 será um ano atípico para a educação. “É um ano de muitas mudanças na educação, pois vinha de uma organização pedagógica presencial e tivemos que nos adaptar em pouco tempo para o uso de uma plataforma de ensino virtual, porém, as mudanças sempre são positivas. Ao realizarmos a pesquisa com os alunos sobre o uso da tecnologia nos surpreendemos com a quantidade de alunos que possuem acesso à internet no campo, cerca de 90% dos nossos alunos. Isso é muito bom, é sinal que as famílias do campo estão conectadas, isso se confirma, pois ontem cerca de 94% dos alunos estavam logados na plataforma. Também percebi o grande empenho das famílias em acompanhar os estudantes na realização das tarefas em casas. Essa transição do ensino presencial para o remoto está sendo encaminhado de forma tranquila, pois as dificuldades estão sendo vencidas e estamos trabalhando para não deixar nenhum aluno para trás”, declara. 


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