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Saúde

Unidades lotadas acendem alerta para possível colapso

Postada 29/06/2020



Já se passaram três meses desde que as autoridades recomendaram o isolamento social e a adoção de medidas de higienização, uso de máscaras e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) contra a Covid-19. No entanto, como reflete a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Andréia Amorim, não estamos num momento de queda da curva de contaminação. Pelo contrário. Ijuí vem apresentando um crescente número de casos, todas as semanas. “A curva é quando a doença vai se desenvolvendo, devagar, chega num ápice, se mantém por 14 dias e depois baixa. Não estamos neste momento.  Por isso que a orientação é para que os cuidados sejam redobrados”, disse.
Com as unidades de saúde superlotadas, a recomendação da coordenadora é para que os empresários entendam que este é o momento para se reduzir o número de pessoas num mesmo ambiente. “A gente não pode colocar todo mundo trabalhando, precisamos rever isso. O comércio está muito livre, as pessoas seguem circulando. E o calor dos últimos 15 dias serviu como um incentivo para que a comunidade saísse, circulasse mais, até mesmo à noite, e também viajasse. Claro que a maioria está saindo em razão do trabalho. Mas, no momento em que um se contamina, outros também podem”, reforçou.
Na cidade, a maioria dos infectados é do sexo masculino. A principal faixa etária vai dos 20 aos 40 anos – público que trabalha e circula pela cidade. Há grande preocupação com profissionais liberais e empresários. Também, com a região do Centro da cidade. 
Diante das confirmações e internações, mesmo que na parte clínica, a coordenadora acredita que pode ocorrer uma passagem para a bandeira vermelha em breve - por enquanto, Ijuí segue com risco médio, enquadrada na bandeira laranja. “Por isso a necessidade de os cuidados. Se evoluirmos para esta bandeira vermelha, não haverá decreto municipal. O próprio decreto estadual vai fechar tudo. E não é o que gostaríamos.”
Segundo Andréia, hoje o sistema de saúde está organizado para o atendimento. Mas, amanhã, já não se sabe se terá capacidade. “Ainda não há necessidade de revermos isso. Mas, com a previsão de frio, com muitas pessoas procurando os serviços de saúde com alergia, com síndromes gripais, há uma mistura de sintomas e um número maior de pessoas nas unidades. Se continuar neste crescente, vamos ter que até aumentar o horário de atendimento do Centro de Triagem, por exemplo.”
Também tem sido feitos mais testes na cidade, como lembra Andréia, o que faz com que os pacientes tenham que retornar ao serviço de saúde - já que o teste rápido, por exemplo, precisa ser realizado após o 10º dia do início dos sintomas. "Hoje, todo e qualquer sintoma gripal dá direito ao teste. Isso é bom para termos uma amostra mais fidedigna da situação."


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