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Auxílio emergencial injeta R$ 100 milhões na região

Postada 29/06/2020



A ajuda da União para quem enfrenta dificuldades por causa da pandemia do  novo coronavírus beneficia diretamente 15.151 pessoas em Ijuí. Isso equivale a 18, 20% dos 83 mil moradores. Os dados foram repassados pelo professor da Unijuí, Pedro Luís Büttenbender, em entrevista ao Grupo JM, com base em dados divulgados no Portal da Transparência do governo federal.  Em Ijuí, o montante financeiro ultrapassou R$ 10 milhões, isso somente nos meses de abril e maio. 
O auxílio emergencial foi criado para complementar a renda de trabalhadores informais, microempreendedores, autônomos e desempregados. A primeira das três parcelas, cada uma no valor de R$ 600, foi paga em abril. A segunda veio em maio, enquanto a terceira deve ser repassada até o mês de julho.
De acordo com o estudo realizado pelo professor na região que engloba os quatro Coredes, que tem como municípios principais Ijuí, Santo Ângelo, Três Passos e Santa Rosa, o auxílio emergencial injetou R$ 100 milhões na economia da região Noroeste. "Especificamente o Noroeste Colonial recebeu um montante de R$ 20 milhões, apenas com o auxílio emergencial, sem considerar o mês de junho”, explica Büttenbender, salientando que Ijuí ocupa o 25º lugar no Estado do Rio Grande do Sul e recebeu o valor de R$ 10 milhões. "Montante que passou pela mão dos beneficiários e hoje está ajudando a pequena e média economia.”
Em relação ao Estado, são mais de 2 milhões de contemplados, o que equivale a 18% da população, estimada em 11.377.239 moradores. O montante financeiro a ser repassado atinge R$ 3,6 bilhões. "É visto, notório e reconhecido que a renda social de manutenção dos trabalhadores na região cumpre um papel importante e decisivo na continuidade das atividades econômicas nos territórios, principalmente no período de crise e de baixa dinâmica econômica. A renda social é mais do que uma despesa vista pelos governos, é uma forma de fazer com que a economia das regiões se mantenha dinamizada, porque os recursos da renda social, como, por exemplo, o auxílio emergencial, passa pelas mãos do beneficiário e vai imediatamente para a pequena economia dos municípios como o comércio, farmácias e postos de combustíveis. Os valores que estão sendo repassados pelo auxílio emergencial, por vezes, passam despercebidos da visão de nossas lideranças e o próprio entendimento da economia da região do cidadão, dos empresários", explica o professor.
Na opinião de Büttenbender, os grandes empreendimentos, em contrapartida em períodos de crise, não apenas desaceleram ou param atividades econômicas, como inclusive transferem economias para outras regiões. "Por  exemplo,  do Noroeste gaúcho para outras regiões ou para investimentos mais dinâmicos que remuneram melhor seu capital."
Segundo ele, hoje, no Estado, o município de Santo Ângelo ocupa a 29ª posição, Cruz Alta está na 33ª e Santa Rosa está na 35ª. 
"A renda social não pode ser vista como uma despesa orçamentária, nem como um custo, mas como uma forma estratégica de apoio à manutenção das atividades econômicas das regiões. Cabe aos governantes gerir mais investimentos na economia dos micros, pequenos e médios empresários, sendo que os recursos contribuem decisivamente para o fortalecimento e manutenção dos empreendimentos econômicos, que precisam de apoio em capacitação e crédito."


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