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Aprovado recurso para ações ambientais

Postada 02/06/2020



Na Semana do Meio Ambiente, realizada em todo o País, de 1º a 6 de junho - na quinta-feira, dia 5, é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas na resolução de 15 de dezembro de 1972 -, a Câmara Municipal de Vereadores aprovou projeto de lei que autoriza abertura de crédito adicional no valor de R$ 223 mil, para ser aplicado em ações voltadas à Educação Ambiental.
O recurso chega em um momento em que as duas associações de recicladores do município veem suas condições de trabalho cada vez mais insalubres, e buscam junto aos poderes Executivo e Legislativo auxílio para dar continuidade à atividade, de onde tiram sua renda e, por consequência, seu sustento.
Entretanto, a situação que já era complicada, ficou ainda pior nos últimos meses. Na manhã de ontem, a reportagem do Grupo JM esteve na sede da Acata, no bairro Luiz Fogliatto, onde conversou com recicladores e o líder comunitário, João Fiuza.
A equipe constatou acúmulo de materiais, tanto dentro dos galpões, que já transbordam para a rua, quando ao redor da sede, onde a comunidade tem deixado todo tipo de lixo como colchões, fogão, sofás, vasos sanitários, latas de tintas, armários, fraldas, isopor, PVC, animais mortos, luvas, e até mesmo seringas usadas.
Fiuza conta que já entrou em contato com o poder público para realizar o recolhimento deste material, mas, salienta que, se o local não for fechado garantido proteção à sede, a situação vai continuar. Recentemente, com a ajuda de jovens da comunidade, ele removeu quantidade considerável de lixo, e depositou no campo, onde está sendo construído o Centro do Convivência, e aguarda que o Executivo faça a coleta. 
"As pessoas não estão se conscientizando do problema que estão criando para a comunidade e em saúde pública", conta, acrescentando que o descarte é feito principalmente durante a noite e nos fins de semana. "Enquanto a administração não tomar uma decisão de fechar, vai seguir complicado."
Moradora do bairro Alvorada, Michele dos Santos Fontoura é uma das 11 recicladoras que atuam no local, onde também trabalham mais dois homens. Ela conta que a renda mensal gira em torno de R$ 300. O pagamento da água e da luz fica por conta da própria associação.
"Está vindo bastante materiais que não são recicláveis, a maioria é lixo. Quando chegam aqui, não tem ninguém, largam como se fosse um lixão, mas não é, o local é para reciclagem", afirma.
Representantes da Associação e  o próprio presidente do bairro estiveram na reunião das Comissões da Câmara na sexta-feira. Em conversa com o Grupo JM, o vereador Ênio dos Santos, o Dentinho (PDT), afirmou que o Legislativo irá acompanhar de perto o andamento do projeto que prevê melhorias nas associações de recicladores.
"Os prédios, tanto da ALR6 quanto da Acata, quando chove ficam insalubres. As divisões, banheiros, vestuários, são insalubres, é urgente a necessidade de implementação desses projetos para que essas associações tenham melhor condições de trabalho e desenvolvimento em função da reciclagem em nosso município, que é muito importante."
O projeto foi aprovado por unanimidade, na noite de ontem.
 
 
 


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