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Educação

“Não deixaremos nenhum aluno para trás”

Postada 02/06/2020



Suspensas no Rio Grande do Sul desde 19 de março, as aulas nas redes pública e privada voltaram em modelo de ensino remoto. Consideradas prioridades do plano de retomada das atividades escolares no Estado, as aulas remotas serão oferecidas na rede pública pela plataforma Classroom, do Google for Education, e incluirão a criação de mais de 300 mil ambientes virtuais. 
Para contornar as dificuldades de conexão, a Assembleia Legislativa contribuirá com R$ 5,4 milhões, ao longo de 12 meses, para que a Secretaria Estadual da Educação (Seduc) garanta a oferta de capacidade extra para smartphones cadastrados de até 900 mil alunos e professores. Serão R$ 450 mil mensais para custear a parceria com operadoras de telefonia.
Em entrevista ao Grupo JM, o responsável pela 36ª Coordenadoria Regional de Educação, Cláudio de Souza, ressalta que a área da educação tem sido um dos grandes desafios para os governos. “Ainda não tem uma data precisa para o retorno das aulas presenciais. Até lá, seguem os aprendizados e desafios dessa mudança tão repentina. É preciso todo um cuidado de preparo e de organização para de fato decidirmos por um retorno presencial. O governador tem dito, em todas as suas falas, que a preocupação neste momento no Rio Grande do Sul tem sido pela vida, e nós concordamos, no que tange a área da educação. A nossa maior preocupação é garantir a continuidade do ano letivo. É importante que os pais saibam que vamos concluir o ano letivo de 2020. Garantir os direitos e objetivos de aprendizagem mínimos, porque é um ano atípico, não vamos conseguir trabalhar todo os conteúdos previstos para um ano normal, por isso foi construído uma matriz de referência para o modelo híbrido, que traz ali um perfil de saída tanto o Ensino Fundamental como para o Ensino Médio, informando que o perfil de saída, é aquilo que de fato o aluno precisa aprender para passar para o ano seguinte”, explica o coordenador.
Segundo Souza, o governo garantirá o ensino remoto para todos os níveis da rede pública na modalidade híbrida, com uso de tecnologia e a disponibilização de materiais aos pais ou responsáveis com dificuldade de acesso via internet. “Não deixaremos nenhum aluno para trás”, garante. 
 Ao ser questionado sobre como será o processo de avaliação, o coordenador da 36ª CRE informa que ainda não está definido. “Hoje a avaliação na rede estadual é por notas e precisamos evoluir neste aspecto. A avaliação pode ser de duas formas: a diagnóstica, que é  aquela que só pode fazer presencialmente com aluno, a qual é testado os conhecimentos e as habilidades que o aluno construiu, mas neste momento que estamos com aula não presencial, estamos com a avaliação transitória. Nesta semana, os alunos irão devolver as atividades das aulas programadas no período de 19 de março à 30 de abril, mas não estamos preocupados agora com a nota e sim como processo de aprendizagem dos alunos. Este é um ano letivo diferente, estamos reinventando a educação”. 
De acordo com Souza, hoje e amanhã os professores irão planejar atividades de revisão dos conteúdos programados. Já nos dias 4, 5 e 6 os professores encaminharão as novas atividades correspondentes ao período de 8 a 27 de junho. Neste período, as escolas estarão abertas para esclarecer as dúvidas dos pais. 
Para o dia 15 de junho está programada a segunda etapa, com volta de atividades presenciais essenciais para conclusões de técnicos, graduação, pós-graduação e cursos livres, como os profissionalizantes e de idiomas.


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